Eu não
pretendia falar mais de viagem até que uma leitora amiga, amante da gastronomia, me pediu para
comentar das experiências de comer naquela viagem. E comer, bem, claro. Gostei da proposta de
pauta e embarquei na ideia. Não tenho dúvidas de que um dos momentos mais empolgantes, numa dessas
ocasiões, está no prazer que se sente à mesa para uma refeição. Resolvi selecionar lembranças de alguns desses momentos, em Portugal e Espanha. Igual a
ela, minha amiga, sou amante de uma boa mesa e de um prato bem elaborada. Portanto,
juntamos a fome com a vontade de comer, como diz o popular ditado.
Pra inicio
de conversa é bom lembrar que, comer na Península Ibérica é coisa pra nunca mais
esquecer. Tanto que, se estiver de dieta, desista... E deixe o regime pra depois.
Chegamos a
Lisboa quase na hora do almoço. Apesar de uma noite voando a disposição estava
lá em cima. A sensação de chegar é sempre muito gratificante. A cidade estava
ensolarada e o clima era ameno e muito agradável. Escolhemos um restaurante
próximo às margens do Tejo, no bairro de Belém. De propósito, aliás, porque
depois do almoço já estaríamos a um passo dos famosos pastéis de natas de
Belém. E, digamos que, é uma devoção passar por lá.
Abanquei-me,
com meus familiares, numa mesa da calçada e ao abrir o cardápio já dei de cara
com a oferta do dia, uma Açorda de Camarão. Trata-se de uma iguaria portuguesa
que lembra – um pouco – um vatapá baiano. É feito com miolo de pão dormido e
especiarias locais. Pode ser com camarão, bacalhau, peixe ou frango. A diferença
entre ela e o vatapá é que não leva côco, nem dendê. Pedi, comi, mas, dessa vez não estava das melhores. Mas, passou... os
camarões eram bonitos. Quer saber melhor? Clique em:
https://www.youtube.com/watch?v=QNtq6Ff0ilY
Experimente fazer uma e bom apetite!
Depois disso,
fomos aos Pastéis de Belém. Este é bem conhecido por aqui. Mas, aqueles de Lisboa,
têm sabor e charme especial. É coisa de mais de um seculo. muito mais... fundado em 1837.
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| Pastel de Natas de Belém, tradição desde 1837. Com um chocolate quente, não tem igual. |
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Comer bacalhau em Portugal é programa obrigatório. Ninguém sabe lidar, como os portugueses, com esse tipo de pescado. As maneiras de preparar são as mais diversas. Desde o bolinho, muito comum no Brasil, e que eles chamam de pastel de bacalhau até as formas mais sofisticadas. Já provamos de todas as formas, mas destaco dessa vez o que comemos no Restaurante Inácio, em Braga. A chef Paula Peliteiro se esmera para oferecer do melhor. Escolhe o melhor produto e o recebe primorosamente embalado, vindo da Noruega. Foi uma experiência inesquecível e que recomendamos. Local elegante e aconchegante no centro da cidade. Clique em:
https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g189171-d2170219-Reviews-Restaurante_Ignacio-Braga_Braga_District_Northern_Portugal.html
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| O bacalhau do Inácio e a Chef Paula exibindo uma peça de bacalhau norueguês. |
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Em Portugal todo dia é dia de passar bem... outra pedida imperdível no Norte de Portugal, na Bairrada, região de Coimbra, é o leitão à bairrada. Lembra muito o pururuca mineiro. Dá gosto ver a maneira como preparam, apresentam e servem. Delicia calórica, é verdade, mas uma vez por outra não mata. Desafio a quem comer um leitão mais tenro do que esse.
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| É servido. leitão à Bairrada, em Coimbra. | | | |
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Outra delicia portuguesa é uma Cataplana de frutos do mar (pode ser de frango, bacalhau, peixes etc.). Na verdade, a cataplana é uma panela típica de Portugal, na qual eles preparam deliciosos pratos. Pode-se encontrar em qualquer parte do país. Comemos uma muito boa no Gabrinus, em Lisboa, e outra em Cascais. Indo
praquelas paragens, aproveite para provar. Veja na foto a seguir como é apetitosa.
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| Deliciosa cataplana. Hum! Que delícia! |
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Por fim, para não dizer que não falei das delícias de Espanha, vou destacar duas coisas que se come na Galícia. Lá é o paraíso dos frutos do mar. Em Santiago de Compostela o que mais se come o Polvo (Pulpo para eles). Pense numa coisa saborosa. Preparam de varias formas. Mas, gosto mesmo é de saboreá-lo como simples taco (petisco). Bem cozido, super macio, regado com azeite de oliva e temperado com páprica picante. Não tem dinheiro que pague.
Outra delicia do mar é uma raridade, mesmo por lá, e se chama Pecébes. O bicho é feio, mas delicioso de forma inigualável. Pense numa coisa feia, mas saborosa. Caro, também! Uma porção de 250 gramos, sai por Euros 42,00. Isto no
El Mosquito, que é uma restaurante 5 estrelas. No mercado público pode sair mais barato. Mas, como tem coisa que não tem preço... fomos lá.
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| Olha ai! Acima o pulpo temperado com páprica picante e abaixo o estranho e delicioso pecébes. |
De tanto comentar essas delicias estou ficando com indigestão. Paro por aqui. Até a próxima!
Nota: Fotos da autoria do Blogueiro, exceto a da cataplana.