Naturalmente
que as Olimpíadas do Rio estão na ordem do dia dos brasileiros. Sem falar das
repercussões mundo afora. Não perco os grandes lances a cada dia. O que antes
era dúvida na minha cabeça, hoje é agradável sensação de vitória, já nesta reta
final. O clima na minha casa se tornou mais vibrante à medida que meus dois
filhos se deslocaram ao Rio para ver de perto, ao vivo e a cores, alguns lances
do que vem acontecendo. Voltaram encantados e lamentando não poder permanecer
mais tempo e acompanhar os embates finais. Pena que o Rio seja relativamente
tão distante.
Mas,
comentando os acontecimentos, é de se destacar o contagiante espírito do
público, preponderantemente, de brasileiros sabendo aplaudir nossos atletas, na
hora certa e os estrangeiros na mesma medida. É o esporte unindo povos e dando
a oportunidade de mostrar ao mundo a beleza e a graça de ser brasileiro. Já não
se notam aqueles que chegaram revelando restrições e temores e os elogios rolam
na mídia internacional. Impossível, para mim, não manifestar meu gáudio por
tudo que vejo na querida Terra Brasilis. Temos que valorizar este feito. Se não
fizermos assim, estaremos sendo injustos com nós mesmos e ajudando a sedimentar
a cultura de sermos um país de vira-latas, paranoia com a qual não comungo.
Depois de
vibrar com aquele show da abertura, de brilho e dimensões hollywoodianas, como
não aplaudir e se encher de orgulho de vários dos nossos atletas? Aquela garota
saída da favela Cidade de Deus, a Rafaela Silva, ao conquistar uma medalha de
ouro no judô, revelou ao mundo uma jovem brasileira, negra, pobre e favelada e,
principalmente, competente atleta. Haja orgulho.
![]() |
Rafaela Silva e sua Medalha de Ouro |
E o Tiago Braz, nos saltos com
vara? Puxa vida, como me emocionei diante daquele espetáculo, derrotando o
favorito e campeão olímpico, o debochado francês Renaud Lavillenie. Este,
ainda, teve a audácia de declarar ao mundo, por entrevistas em jornais franceses,
que, por trás da derrota que sofreu havia ocorrido algum passe de macumba ou
candomblé. Tem coisa mais ridícula do que esta? O sujeito não se conformou e
chorou ao termino da competição e ao receber a medalha de prata. Criticado
severamente pela imprensa internacional viu-se obrigado a pedir desculpas ao
vencedor e ao mundo. Eu achei foi pouco. Enquanto o rapazinho francês ficou
amuado e choramingando, eu me deleitava com as vitórias dos ginastas brasileiros,
Diego Hipólito e Arthur Nory, que conquistaram prata e bronze.
![]() |
Tiago Braz, um record olímpico. Medalha de Ouro ao pular com vara a altura de 6,03m. |
![]() |
Diego Hipólito e Arthur Nory comemorando as medalhas conquistadas |
Ao mesmo
tempo, sensacionais têm sido as conquistas brasileiras no vôlei de quadra e de
praia. Nossos atletas estão dando banhos de competência. As meninas do futebol
e nossos craques masculinos também vêm enchendo de jubilo os corações
brasileiros. Este 6 x 0 contra Honduras foi de lavar a alma e sobretudo um espetáculo
empolgante para o público presente no Maracanã.
No final das
contas, por ouro, prata ou bronze, não importa como chegar ao pódio. E se não
chegar... Ah! Se não chegar valeu por competir, que é que mais importa. Fora
isto, é fazer uma festa olímpica de primeira grandeza.
Entrementes,
é verdade que fatos isolados negativos ganham destaques nos meios de
comunicação locais e internacionais. Nada a estranhar porque acidentes e
destemperos de atletas não são novidades em Olimpíadas. O caso do nadador Ryan Lochte
e seus dois companheiros de equipe, os três norte-americanos, por exemplo, já
se sabe ter sido uma grande farsa. Efetivamente, eles não sofreram qualquer
tipo de agressão ou roubo. Muito menos de falsos policiais. Câmeras da Vila Olímpica
gravaram a entrada dos três às 7:00 horas da manhã, lépidos e fagueiros,
portando os respectivos pertences
supostamente roubados, inclusive crachás de identificações. Tudo para forjar
uma desculpa junto à(s) namorada(a). Comportamentos nada olímpicos, com
certeza. Outro caso isolado e lamentável foi o que vitimou o técnico de
canoagem alemão, Stefan Henze, num acidente automobilístico na Barra da Tijuca.
Neste caso o mais relevante, e até tocante, foi saber que a família doou seus órgãos
para salvação de brasileiros necessitados.
A verdade é
que em todas as Olimpíadas, sem exceção, são registrados casos de acidentes e
incidentes. A história dos jogos estão à disposição dos interessados.
Finalmente,
o que vem ocorrendo no Rio de Janeiro é, no geral, uma sucessão de grandes
sucessos. Um sucesso brasileiro.
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens
Nenhum comentário:
Postar um comentário