Como somente ocorre, a semana que finda transcorreu com altos e baixos no nosso, sempre dinâmico, meio político. O clima de caçar bruxas não para e a sociedade se vê
diante de um quadro sempre renovado de fuxicos e descontrole.
Aqui, bem
perto, no vale do Capibaribe (Recife), pegou fogo a briga fratricida no seio da
família Arraes, com disputas espúrias pela manutenção do poder sendo travadas
em cima de dois espólios: o do Velho Arraes e o do neto Eduardo Campos. A briga é
feia e promete muitos episódios negativos no plano político local. Os podres
serão descobertos e os pernambucanos ficarão sabendo o porquê de tanto desandar
e da tragédia que assola os principais domínios sociais do estado.
Em Brasília as
coisas são, também, sempre muito dinâmicas e quase sempre inusitadas. Nesta semana que termina foi a vez
do Ministro da Economia, Paulo Guedes, atirar sem dó nos pés. Ele que sempre se
mostra comedido, ao contrário do Capitão-Chefe, além de muito antenado nos planos das
reformas e sustentação econômica do país, saiu-se com duas pérolas de inesquecíveis
sabores. Primeiro, considerou que o funcionário público é uma classe de
parasitas e, depois, considerou que o valor sobrelevado que a moeda
norte-americana atingiu recentemente é justa e tolerável. E justificou sua tese com um disparate, pra lá de inconveniente, ao afirmar que um Dólar barato proporcionou viagens até de empregada doméstica à Disneylandia.
Infeliz todo.
De uma só vez mexeu com
duas classes profissionais sempre mobilizadas a se defender de modos audaz e combativo. Isto sem falar que assanhou as oposições sempre em busca de uma chance de
atacar. “Quem diz o quer ouve o que não quer”, já dizia minha avó. E foi o que ocorreu com o Ministro.
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Até empregada doméstica vai para Disneylândia! |
Ora, meu
Deus, como pode um cidadão, que tem o poder de uma pasta tão importante como a
dele, se achar com o direito de julgar ao bel prazer integrantes de duas camadas sociais imprescindíveis ao
bom funcionamento da sociedade? São essenciais, sobretudo, pela nobreza dos serviços que prestam. Quando não se pensa duas vezes no que vai dizer termina assim...
Pensando bem, por que uma empregada doméstica, por exemplo, não pode ir ao Mundo de Disney nos Estados Unidos? Depende, naturalmente, das condições que encontra e da vontade que tenha. Lembro de um amigo que levou a dele porque precisava de apoio durante uma viagem com a família. Conseguiu, com boa justificativa, visto de entrada (por 30 dias) e a serviçal foi, lá, viu e voltou. Por que não? E outras motivações podem muito bem existir. Já os “parasitas” do serviço publico se exaltaram com razão, sobretudo aqueles que vivem sujeitos à insegurança física pessoal, de saúde, entre outras. São abnegados que cumprem com dificuldades seus papéis muitas vezes não reconhecidos.
Pensando bem, por que uma empregada doméstica, por exemplo, não pode ir ao Mundo de Disney nos Estados Unidos? Depende, naturalmente, das condições que encontra e da vontade que tenha. Lembro de um amigo que levou a dele porque precisava de apoio durante uma viagem com a família. Conseguiu, com boa justificativa, visto de entrada (por 30 dias) e a serviçal foi, lá, viu e voltou. Por que não? E outras motivações podem muito bem existir. Já os “parasitas” do serviço publico se exaltaram com razão, sobretudo aqueles que vivem sujeitos à insegurança física pessoal, de saúde, entre outras. São abnegados que cumprem com dificuldades seus papéis muitas vezes não reconhecidos.
De todo modo, sem querer justificar a infeliz fala do Ministro, é verdade que
existem parasitas e são aqueles que vivem buscando brechas para escapar do
trabalho, exigindo contracheque no fim do mês, sem desconto. Mas, generalizar não
dá. Fui funcionário publico e conheci alguns parasitas infiltrados no meio dos
que laboravam. Rigor se faz necessário, sim. O problema, espero, seja resolvido na desejada reforma
administrativa que farão rolar muitas águas às margens do Paranoá.
Para fechar
a semana houve o encontro de Lula com Francisco. Foi um Deus nos acuda. Choveu criticas
ao Papa. Católicos revoltados e críticos fervorosos do ex-presidente não se
conformam. A oposição festejou o encontro e garante que Francisco cumulou Lula
de absolvição de todos os pecados que cometeu. A fé abala montanhas e o ser humano é ótimo! Confesso que sou fã de
carteirinha do Papa argentino e considero que, uma vez mais, agiu cristãmente ao conceder espaço ao condenado
pela justiça brasileira. Jesus agiu de igual forma aos nos deixar seu legado: “quem
nunca pecou que atire a primeira pedra”, está lá no evangelho! Se essa
audiência assumiu forte conteúdo político, Francisco não quis dar importância.
Ainda bem que está chegando o carnaval e como isto é "coisa muito séria" por aqui, o povão vai cair na folia e esquecer essas baboseiras de cada dia. Imagino que
quando passar o reinado de Momo e o ano começar de verdade passaremos por novos episódios emocionantes. Sendo assim, bom carnaval!
NOTA: Foto obtida no Google Imagens.
NOTA: Foto obtida no Google Imagens.