Sábado passado algo deixou o local mais atraente do que o normal, por ocasião de um concerto de música erudita, a cargo da Orquestra Jovem de Pernambuco, sob a batuta do talentoso maestro Rafael Garcia, chileno de nascimento e pernambucano de coração e de direito, tendo o suporte da sua consorte, a pianista pernambucana, Ana Lucia Altino Garcia.
O local não poderia ter sido melhor: o Centro de Convenção do excelente Hotel Portal de Gravatá, dirigido, competentemente, pelos irmãos Cavalcanti, um deles, o Eduardo, amante da música clássica e um dos responsáveis pelo concerto deste fim-de-semana. Que, aliás, é bom lembrar teve apoio cultural e decisivo da Petrobrás. Bravo!
Imaginem uma noitada, na qual se juntam fatores que resulta, inevitavelmente, em sucesso: clima de montanha, música deslumbrante, conforto de instalações e, no final, uma boa fondue regada a um bom vinho. E “papos cabeça”!
Essa Orquestra Jovem de Pernambuco merece um especial destaque nesta conversa de hoje. A origem do Grupo data de meados dos anos 80, por iniciativa do casal Garcia e formado com jovens, na sua maioria, originários de vários projetos de assistência social à comunidades pobres da cidade e, consequentemente, de famílias de baixa ou baixíssima renda que, estrategicamente encaminhados, encontraram na música uma razão de viver, abandonando a rua e a marginalidade. Eis aí, de cara, uma razão para admiração e aplausos. Muitos já se tornaram músicos profissionais, inclusive contratados por grandes orquestras, noutras praças. Bravo, outra vez!
O projeto foi interrompido algum tempo, porque os Garcia tiveram que se afastar, por bom período, para os Estados Unidos. Retomaram a idéia no ano de 2005. Pois bem, apesar de tão pouco tempo dessa reativação, a moçada que compõe a orquestra atual reagiu de modo extraordinário e hoje, como diz o emocionado Rafael Garcia, se constitui na melhor orquestra de câmara do estado de Pernambuco. Trata-se de um projeto digno de admiração que, para minha surpresa, não recebe apoio de nenhum nível de governo, o que é lamentável.
No programa de sábado, em Gravatá, a seleta platéia foi brindada com obras de Mozart, Bach, Clóvis Peixoto e Astor Piazzola. Um programa, que eu diria, escolhido a dedo, para agradar a uma assistência muitas vezes carentes desse tipo de musica e numa cidade que raras as vezes tem a oportunidade de assistir a um concerto de música erudita. Foi de “lavar a alma”...
Aliás, por falar em lavar a alma, vale à pena um destaque, dentro deste maior: a garota
Belo, meu fim-de-semana na Serra das Russas. Aplausos aos Garcia pelo belo trabalho que desenvolvem.
Nota: Foto da autoria do Blogueiro
6 comentários:
Mais um PARABENS.
Marletti
Meu caro,
obrigadíssima pela linda crônica. Muito boa mesmo. Muito gentil de sua parte. Rafael também gostou muito e pediu para lhe agradecer.
Bjos
Ana Lúcia Garcia
ôôôôô girley!!!
nao me faça inveja!
quando tiver um programa desses "me avisa" - sao tao poucas essas oportunidades...
essa orquestra é de fato muito boa, vale cada noite do festival de inverno, quando se apresenta na igreja matriz
vejo os garcia como uns abnegados pela musica classica
abracos
Carlos Castelletti (Garanhuns)
Gravatá é tudo de bom. Clima, comida, vinhos, ar puro. E tudo pertinho.
Girleynão só vie , como já passei para muita gente que convidamos e não apareceram,só para fazer inveja.seria possivel usar aquele texto maravilhoso no site do portal?neste ultimo mes de agosto , foi de musicas de qualidade em Gravatá, pois veja só : orquestra criança cidadã,orquestra filarminica da Limeira (Gravatá),orquestra de camara de Granada (Espanha) e orquestra jovem de Pernambuco,já estou trabalhando para trazer uma outra e fazer o festival de Jazz em outubro ou novembro.
abraços
eduardo e familia portal
Parabéns Girley! Com certeza um blog interessantíssimo.
Postar um comentário