A Holanda, por
onde andei recentemente, é um país institucionalmente jovem, criado em 1806 por
Napoleão, no auge do seu poder imperial, no lugar da antiga República Batava, dentro
dos chamados Países Baixos. É uma Monarquia Constitucional e teve como primeiro
soberano o Rei Luís I, irmão de Napoleão, que não sendo fiel ao irmão mostrou-se,
sobretudo, muito simpático aos holandeses, contrariando as ambições do
Imperador francês. Foi um capítulo da história
daquele país que chegou ao fim com o do próprio Império Napoleônico. Encerrado
o período napoleônico, os membros da antiga Casa de Orange-Nassau, existente
desde o Século VIII, tomaram o poder do país e por lá reinam até hoje. Em 2013 a Rainha Beatriz decidiu abdicar em favor do
Príncipe herdeiro, Willem-Alexander, que assumiu o trono em 13 de abril de
2013, junto com a Princesa, hoje Rainha, Máxima Zorreguieta, de origem
argentina. O país tem um Primeiro Ministro e tudo mais que se exige para
governar a Nação. Essas são características institucionais daquele pedaço
europeu no qual passei alguns dias nesse junho passado.
À parte das
belezas naturais sobre as quais falei na semana passada, é importante destacar
a riqueza cultural holandesa, tema do post
de hoje.
Uma visita à
Amsterdam é a chance de se visitar dois dos mais importantes museus da Europa:
Rijksmuseum e Van Gogh. O primeiro dedicado às artes e à História holandesa,
com monumental galeria dos pintores flamencos. Ideal é visitá-lo com um bom
tempo e preparar-se para um completo mergulho na história do país. Já o segundo
especialmente voltado a expor as obras do magnífico pintor holandês, Van Gogh (1853-90)
que morreu ainda jovem, sem nem imaginar o sucesso que faria na posteridade.
| A Ronda Noturna (Rembrandt) |
![]() |
| A Leiteira (Vermeer) |
Vibrei muito
mostrando essas maravilhas ao meu filho mais moço, quase sempre muito alheio a
essas coisas, mas, começando a apurar o gosto em visitando museus e nessa sua
primeira visita à Holanda.
Afora estes dois
museus, na mesma Amsterdam, outras atrações culturais são encontradas, como a
Casa de Anne Frank, sombria, como foi a vida daquela garota, e o modernoso museu
da Heineken Cervejaria. Este último é um festival de história da famosa
cervejaria, de onde meu jovem filho nem queria sair.
Amsterdam é
uma cidade estonteante para os jovens. O movimentado centro antigo da cidade é
um verdadeiro frenesi. O grande movimento nos bares, restaurantes, boates, praças
e parques garantem a existência de uma eterna festa dia e noite. E, tudo isso, encravado
na rede de canais com movimento de barcos e lanchas numa autêntica Dolce Vita. Amsterdam, inclusive, é
chamada de Veneza do Norte.
| Vista parcial do chamado Anel de Canais que data do século XVII |
Ora, não tem moço ou velho que não se encante por
um ambiente desses. Um detalhe disso tudo, porém, é preocupante (pelo menos
para nós mais “quadrados”) por conta do liberalismo excessivo e isto faz a
cabeça dos jovens por, ao que parece, coincidir com os desejos juvenis, muitas
vezes pueris. Pessoalmente faço restrições a esse clima de excessiva liberdade.
Acho que mais adiante pode ser muito prejudicial. O fato de ser a maconha
liberada já pode dar uma ideia de tudo. É de forma tal que, mesmo sem querer, o
visitante percebe, com pouco tempo, que termina inalando a erva que é vista no
“bico” de milhares de pessoas. Moços e velhos se entregam ao consumo sem medo e
sem restrições. Mais do que fumar são consumidos bolos, balas, chocolates,
drinques da maconha e haxixe, além de servirem como matéria prima para sabonetes,
dentifrícios, xampus, entre outros produtos.
| Restaurante a céu aberto, nesses tempos de primavera-verão |
E tem outra
coisa: impossível sair de Amsterdam sem visitar o Bairro da Luz Vermelha, onde
justamente impera a gandaia. Fiquei somente observando as reações do meu jovem
filho diante das vitrines de “venda” dos corpos das prostitutas mais
desinibidas do planeta. As primeiras impressões para um novo visitante é sempre
muito surpreendente. Quando, porém, entende do “brocado” da área, o sujeito
chega a ficar perplexo com a capacidade das exibidas mulheres. Brancas, negras,
orientais, mulata brasileira (com direito a se enrolar na bandeira do Brasil),
gordas (enormes), magras, altas, baixinhas...feias, lindinhas... Tem pra todo
gosto de freguês. E, pelo visto, o mercado é um sucesso. Vide foto a seguir.
NOTA: As fotos são da autoria do Blogueiro, com exceção da vitrine do Red Light District que foi obtida no Google Imagens.


