quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Paraíso e Susto

Por pouco, muito pouco, nos livramos de uma tragédia de grandes dimensões. Nossa primeira intenção era voar de Sydney, na Austrália, para Christchurch, na Nova Zelandia. Por problemas de logística, tempo e, também, economia, nossa melhor opção foi tomar Auckland como nossa porta de entrada, no paraíso chamado Nova Zelândia. Instalados e deslumbrados com as belas paisagens, fomos surpreendidos com um tremendo terremoto, lá mesmo, em Christchurch, nosso desejado destino inicial. A cidade fica na grande Ilha do Sul, porta de acesso à uma região onde a exuberância da natureza é tida como uma das mais luxuriante, rica e preservada do planeta.
A Nova Zelândia é, de fato, uma beleza de país. Um dos últimos pontos do mundo a serem conquistados e colonizados pelos europeus, precisamente os ingleses. Pequeno, mais ou menos o tamanho do Japão, e com uma população de pouco menos de 4 Milhões de Habitantes, composta por descendentes de europeus, aborígenes (maoris) asiáticos (chineses, tailandeses e indianos entre outros) tem invejável IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o terceiro do mundo. É um senhor privilégio que atrai muitos imigrantes, particularmente os integrantes dos partidos verdes.
Este é um país notável face ao seu isolamento no meio do mundo, em relação aos outros países e continentes. É um arquipélago. Muitas ilhas e nenhum vizinho. Tudo muito distante. É o último país antes da linha de divisão do dia. Acho até que, o país do Sol Nascente devia ser este e não o Japão. O país mais importante e mais próximo é a Austrália, distante um pouco mais e 2 mIl quilômetros, separado pelo Mar da Tasmânia. Enfrentamos duas horas e meia de vôo, entre Sydney e Auckland. Ah! Viajamos na ida e na volta num monstro Airbus A380 da Emirates Air Lines, um avião imenso, de dois andares. Temi na decolagem. Um navio voador. Incrível. Milagre da moderna engenharia aeronáutica. Vôos tranquilos e serviço de primeira linha.
A notícia de um terremoto, de 6,3 graus, as imagens na TV, os comentários na rua e a busca de noticias pelos parentes distantes, nos abalaram e a primeira idéia foi a de pegar o primeiro vôo de voolta para Sydney. Nossas fisionomias, eu, minha esposa e meu filho eram de temor e pavor. Imagine se essa coisa chegasse mais próximo de onde estávamos. Pior, avisavam que os tremores se repetiriam nas 24 horas seguintes. Pense na aflição... Tudo, porém, foi aos poucos sendo tranqüilizado pela recepção do Hotel, que nos garantiu ser a cidade de Auckland imune a esses desastres. Christchurch já foi semidestruída em setembro passado e, agora, outra vez. Hoje, depois de três dias já se fala em mais de 100 mortos. Mas, graças a Deus, voltamos à Austrália, onde, também, não se deixa de falar da tragédia.
Mas, drama à parte, houve tempo de curtirmos as belezas de Auckland, sim. Pense numa cidade arrumada limpa e aprazível. Plantada sobre uma belíssima baia cortada, ininterruptamente, por barcos, veleiros, catamarãs, lanchas e navios de cruzeiro em número incontável... Nunca vi tantas marinas num só lugar! Parece que os magnatas marujos do mundo inteiro, resolveram parar por aqui. Ou, então, todo mundo aqui tem uma embarcação. Também, pudera, no meio do mar... Foto a seguir
Com tantos apelos maritimos, a primeira coisa que nos atraiu foi um belo passeio de barco pelas ilhas da Baia de Auckland. Não poderíamos ter feito coisa melhor. O dia estava lindo. Céu azul, de brigadeiro e mar de Almirante! Foi certamente um dos mais belos passeios do gênero, que tivemos chance de fazer, nesta vida. Quando terminou tivemos vontade de repetir. Aliás, o terremoto se deu justo quando estávamos em pleno mar. Se a terra tremeu, não sentimos nada, salvo o tênue e acalentador balanço das ondas. Vide foto abaixo. Fora isto, Auckland é uma beleza de estrutura urbana, parques, belas avenidas e lindas construções, comércio vibrante, restaurantes e pubs fantásticos. Frutos do mar em profusão. Refestelei-me de comidas fantásticas. Vide exemplo na foto, a seguir. Uma vontade danada de permanecer mais tempo. Mas, medo e agenda pesada não permitiram. A sensação que restou é de haver visitado o Paraíso e, nele mesmo, haver tomado um susto da pesada. Terremoto? Tô fora!
NOTA: Fotos do arquivo pessoal do Blogueiro, exceto a primeira obtida no Google Imagens.

5 comentários:

Afonso Gutemberg disse...

Caro Companheiro Girley:

Uma aventura e tanto a ser relatada na tribuna do Rotary Club do Recife Casa Amarela. Realmente a visão que temos da Nova Zelandia é mais próxima de um paraiso de multiplas paisagens e até com boas estações de ski. Mais o terremoto de Christchurch com certeza não era esperado no cardápio. O cardápio deveria ser tão somente aquele lindo e, acredito, delicioso prato, que impressiona os nossos olhos.

Jose Francisco Gonçalez disse...

Girley,
Sua foto da marina mostra a janela do quarto do hotel que ficamos, o predio baixo diretamente na beira da marina, e pudemos relembrar o tempo bom que passamos lá. O Pais é realmente incrível pela natureza e pelo povo simpatico. Aproveitem muito pois é dificil voltar. Pena o terremoto, mas pelas fotos valeu..
Abs, José Francisco

Fernando disse...

Estimado Girley

Imagino o grande susto que você e os seus passaram. Graças a DEUS nosso Pais não tem este tipo de intempérie.Não foi o acaso e sim a Dadivosa Proteção Divina que desviou certamente o seu roteiro de viagem.Agora além de seus agradecimentos, através de suas Orações, aproveitem o máximo as Belezas Naturais que esta maravilhosa viagem está a oferecer. Na realidade querido amigo vivemos de momentos...
Receba meu forte e fraterno abraço,solicitando transmitir minhas recomendações aos seus familiares.

Fernando da Costa Carvalho

Tereza Braga disse...

Caro Girley, fiquei tb deveras apreensiva com vcs, pq havia lido que iriam á Nova Zelândia. Aí, fui novamente no blog anterior,e vi que estavam na Austrália. Mas qual o quê, agora vejo que Deus lhe foi providencial a mudarem o rumo de cidade na Nova Zelândia!. Um abraço e gostaria muito de ver aqui, se possível, o video dessa viagem maravilhosa! e como só vc escreve bem! Faça um livro, colega!
Teresa Braga

Geraldo Casado disse...

MEU CARO GIRLEY, CONCORDO COM SUA AMIGA TEREZA BRAGA.- FAÇA
UM LIVRO.- VOCÊ JÁ TEM UM BOCADO DE VIAGEM NA CABEÇA. O
ABRAÇO DE SEMPRE.
GERALDO CASADO.