segunda-feira, 21 de abril de 2008

NOME PRÓPRIO OU IMPRÓPRIO? EIS A QUESTÃO.

“Wellington, o marceneiro, se encontra?” “Não, Senhor. Ele saiu e só volta mais tarde”. Perguntei se ele tinha celular? “Tem sim, Senhor”, respondeu a mocinha, entregando-me um cartão dos irmãos marceneiros, no qual encontrei, com letras em negrito: Uélito e Uoxinto, marceneiros competentes, endereço, telefone, etc. e tal.
Fiquei pasmo com aquele horror de grafia. Vejam só: Uélito e Uoxinto!
Sempre fui muito ligado nessa discussão de nome próprio. A razão é simples: quem tem o nome próprio Girley, tem pela frente inúmeras dificuldades a administrar. Ora é chamado de Gírley, depois por Shirley, Gisley, Girleno e outras formas estranhas. Nos países de língua espanhola a coisa se dana, porque G tem som de R e por isso eu viro Rirley ou Rírley. Complicado até de pronunciar. Em inglês é pior, vira Guerlí ou coisa parecida. Nesses casos prefiro usar o nome Antonio, meu segundo nome próprio.
Canso de receber correspondências com o tratamento de Ilma. Sra. e Prezada Amiga. Já pensou que situação? Ou então, toca o telefone e pedem para falar com a Senhora Shirley, Girley ou Gírley! Minha secretária fica em desespero e a empregada, em casa, nem se fala.
Sempre questionei minha mãe por haver me dado este nome raro e problemático. Ela me dizia achar lindo. Tem jeito uma coisa dessas? Lindo, é demais! Minha falecida mãe era uma pessoa de bom gosto, mas, com 17 anos, ao me trazer ao mundo, foi na onda da minha avó paterna e me arranjou essa beleza de nome. Pois é, minha avozinha – que Deus a tenha num bom lugar – tinha mania de colocar nomes estranhos e longos nos filhos. Não sei bem a razão. Pelas loucuras dos nomes que colocou nos filhos acho mesmo, que a pobre coitada passava por distúrbio puerperal, ao qual dei um nome vulgar de “síndrome da sopa de letrinhas”. O meu pai recebeu no registro de nascimento o singelo nome de Gueythysymayny. Os irmãos receberam os graciosos nomes de: Gylwalraydy, Gueyfryryldy, Galwestony, Guethywoney, Gylglaskony, Gueythyraydy e Gueythycheyny. É verdade! E, acredite se quiser. Esses pobres coitados, portadores desses desatinados nomes sofreram e protestaram, a vida inteira, esses nomes (im)próprios. Meu pai só faltava morrer de raiva. Nunca o nome dele era grafado corretamente e isso se transformava num calvário para consertar, sobretudo, nos documentos oficiais.
Ah! o mais curioso é que nenhum era conhecido pelo nome impróprio. Todos receberam apelidos, os mais jocosos possíveis. Meu pai era Yôyô. Ridículo. Não combinava com ele. Os demais eram: Xôxo, Marumbo, Pituca, Voninho, Chenita, Guetinha, Radinho e vai por aí... Imagine só: "vem cá Xôxo" ou "Sai pra lá Xôxo, agora é Yôyô". Sei não...
O pior é que minha mãe me dizia que o meu nome devia ter sido Fernando Antonio. Ficou Girley Antonio. Minha avó exigiu um nome com a letra G, tradição na família, e queria me dar um nome parecido com os dos meus tios. Vôte! Menos ruim, este Girley.
Mas, deixo claro, que este era o único defeito da minha avó. Era uma pessoa adorável e carinhosa, sobretudo com os netinhos. Morreu muito moça, ainda, com pouco mais de 60 anos. Deixou saudades. Não pelos nomes que deu aos filhos e alguns netos, mas pelos gestos e bondades. O convite para a missa de Sétimo Dia, publicado na imprensa foi uma sensação, pelos nomes estranbólicos, dos filhos que convidavam. Teve gente que foi a missa, na Igreja do Carmo, só para ver essa gente “estrangeira”. Aliás, todos com o sobrenome de Brasileiro. Inacreditável.
Pois é. Essa coisa de nome próprio é muito séria. Os pais deviam ser mais cuidadosos. Um nome impróprio pode mesmo complicar a vida de um cidadão. É preciso ter cabeça no lugar para administrar essas coisas.
Quando, a cada ano, sai a lista dos aprovados no vestibular, corro para ver as maluquices. Já vi coisas estranhas como: Yereschelein, Crayton, Tairone Pover, Geliadson, Gredson e Gleybson. Estes três últimos, vai ver, são meus parentes. Ah! Já vi Gisley! Que coisa mais louca, meu Deus.
Mas, a mais estarrecedora foi ver na primeira página do sangrento jornal Folha de Pernambuco, uma noticia com foto e tudo e a legenda: “José Girley foi morto com um tiro na cara”. Meu Deus, quanta gozação, naquele dia.
Se, por um lado, o nome próprio pode criar problemas, outra coisa muito séria é a do sobrenome. Alguns são impossíveis de se administrar. Imagine o cidadão ter o sobrenome de Rola. No Ceará tem uma família com este nome. Comerciantes famosos, donos da Casa Rola. Eu soube, não sei se é verdade ou piada, que nessa família tem duas senhoras que respondem pelos nomes de Imaculada e Benvinda. Espero que não tenha nenhum Jacinto. Sinceramente, se for verdade, esses pais deveriam receber ordem de prisão, no Cartório de Registro Civil.
Ocorre-me lembrar um outro caso incrível: tive que apresentar um conferencista num seminário técnico de metal-mecânica, que coordenei, no Recife, na década de 90. Ao receber o cartão do cidadão, fiquei pasmo com o nome do cara: Waldir Fodra. Meio encabulado perguntei como deveria apresentá-lo ao publico e depois à imprensa. Ele disse, bem sério, Waldir Fodra. Digamos, com licença da palavra, que foi “fodra” fazer aquela apresentação. Nem preciso relatar a reação da platéia.
Para terminar, não posso deixar de relatar o caso mais traumático que vivi, por conta dessa coisa de nome impróprio. Há 30 anos, conheci, em São Paulo, a mãe de uma amiga, judia alemã, que se chamava Erda. Imediatamente, associei a palavra (m)Erda. Impossível não acontecer. Depois de algum tempo voltei a encontrar a dita senhora e, confiante na minha memória e associação antes feita, cometi a maior gafe da minha vida: chamei-a de D. (b)Osta. Nunca mais quis ver essas pessoas.
Por conta de tudo isto, já pensei em liderar um movimento nacional criando uma Sociedade dos Portadores de Nomes Impróprios – SPNI. O inverso de INPS! O objetivo seria orientar os pais para não serem acometidos pela síndrome da sopa de letrinhas ou pela mania de exotismo do nome (im)próprio. Além disso, essa Sociedade iria coletar assinaturas para apresentar um projeto popular ao Congresso Nacional que facultasse ao cidadão – de modo mais simples e sem ônus – a escolha de um novo nome, após completar a idade da razão.

Foto colhida no Google Imagens.

21 comentários:

Leony Muniz disse...

Girley
Acabo de ler o seu Blog e me diverti muito lembrando os nosso comentários sobre o tema, inclusive de Gilzoneide, que havia conhecido um Tenerife Zanzibar.
Meu nome também é muitas vezes confundido: Leonice, Leonildes, Cleonice etc. Também confundem o sexo. Recebo muitas correspondências com Ilmo. Sr, ou Porf.. Certa vez uma caixa do Hiper não queria aceitar meu cartão porque não era meu. Segundo ela, era do meu marido.Aí, eu prá chatear, perguntei muito zangada: Então você conhece meu marido? Você vai me explicar isso direitinho! A coitada ficou sem jeito, sem saber o quê fazer. Afinal, tive pena e expliquei a situação.Às vezes levo vantagem com essa confusão. Quando os telemarketing da vida pedem para falar com o senhor Leony, já me livro dizendo que não está ou arranjo uma desculpa qualquer. Às vezes aproveito para fingir ciumes dizendo que sou a esposa, principalmente quando as criaturas insistem " só com ele". Aí me divirto, e deixo a mocinha atrapalhada. Mas, gosto do meu nome. Acho que ele parece comigo, ou o inverso. Não me vejo sendo chamada de Maria, Lucia, Roberta; não combina mesmo! É isso aí. Gostei. Você sempre sabe ver o lado divertido das coisas. Um beijo, de Leo

Maria José (SESI) disse...

Dr. Girley, com essas maluquices todas, tenho mais é bem dizer os meus pais que me colocaram os nomes da sagrada família, Maria José , Ufa!
abraços
Maria José

Corumbah disse...

Caro Girley:
Adorei seu texto! Aliás, perto do meu nome, o seu é até comum; quando o conheci, nem estranhei...rs
Gosto do meu nome, hoje, acho que meu pai foi muito feliz em sua homenagem à terra natal mas, Pandiá, Potiguara, Pajuçara e Jauaperi, o que achas? Estou no seu time? Íamos formar um conjunto caipira, mas era muita gente e o nome final não saiu...
Um abração,
Corumbá

Edvaldo Arlego disse...

Caro companheiro Girley,
Peço que da próxima vez escreva alguma coisa não mereça elogios a fim de que não pareça que sou um bajulador, mas essa crônica extrapolou todos os limites da genialidade, deixando na retaguarda Luiz Fernando Veríssimo, José Teles e José Simão, que não são capazes de amarrar suas chuteiras. Seu texto é tão genial que gostaria de editá-lo para levar aos jovens estudantes, hoje vilipendiados por uma imprensa sanguilolenta e nem sempre criativa. Parabéns!
Edvaldo Arlego

Walter Ferreira disse...

Amigo

Primeiramente gostaria que atestaste a eficiencia do marceneiro Wellington e seus irmãos Uélito e Uoxinto. Manda telefone.

Segundamente tem nomes bem estranhos, meu irmao Wolmer, que tambem é um nome estranho, tinha um colega no antigo colegio Oswaldo Cruz com um nome de dar agua na boca AMIJADETE e um colega que quase era belo AGLAE BLAE GUABIRU. Colocaos na tua colecao.

walter

Walter Ferreira disse...

Amigo

Primeiramente gostaria que atestaste a eficiencia do marceneiro Wellington e seus irmãos Uélito e Uoxinto. Manda telefone.

Segundamente tem nomes bem estranhos, meu irmao Wolmer, que tambem é um nome estranho, tinha um colega no antigo colegio Oswaldo Cruz com um nome de dar agua na boca AMIJADETE e um colega que quase era belo AGLAE BLAE GUABIRU. Colocaos na tua colecao.

walter

Girley Brazileiro disse...

Walter,
Wellington = Uélito! Os marceneiros não foram contratos. Achei outro, que atende pelo apelido de Ligeirinho (é ligeiro mesmo).
Agora, Amijadete é de lascar...
Ninguém merece. Prefiro Girley.
Girley

Sandra disse...

Girley:

Uma coisa que me dá MUITA raiva é ter que soletrar o meu nome. Além do mais, o meu nome completo (3 nomes e 3 sobrenomes) não cabe em formulário algum e sempre é preciso abreviar, o que gera umas esquisitices horríveis, principalmente nos cartões de crédito. E olhe que o meu nome é muito simples! Mas ninguém acerta o Régia, todos escrevem Regina. Que raiva! Apesar disso, eu simplesmente ADORO o meu nome e não saberia viver sem nenhum dos 6! Hehe!

Eu sempre digo a todos os meus amigos: Está pensando no nome do bebê? Esqueça os Ys, os duplo Ns, os duplo Ls. Facilite a vida do seu filho, coloque nele um nome que, ao ser pronunciado, não gere dúvidas sobre a escrita! E nada de omitir acentos, porque senão dá o mesmo trabalho ao pobre coitado! Meu marido, por exemplo, precisa dizer sempre: "Marcio sem acento". Ô coisa chata!

Se você criar a SPNI, considere-me a primeira simpatizante!!!

GB disse...

Sandra,
Você devia ter colocado seu nome completo aqui no Blog. Tenho certeza que faria sucesso. Ainda é tempo! Tome coragem. Este espaço cabe ele inteiro. Sem abreviações!
Obrigado pela visita. Volte sempre.
Girley

Celina Hutzler disse...

Amigo Girley,
Creio q vc ja deve ter ouvido falar de um espetaculo de teatro ao ar livre em Mossoro: Chuva de Balas no Pais de Mossoro. Conta a resistencia da populaçao a Lampiao. É encenado no adro da Igreja de Sao Vicente (onde ocorreu o fato). É INTERESSANTISSIMO!!!!!!! Esse ano acontecera la pelos dias 12 a 29 de junho.
Mas nao é para fazer propaganda da Chuva de Balas q estou mandando esse e-mail, mas para comentar o nome do ator q faz o papel de Lampiao
Rydnweine Ferreira
Para sua coleçao,
Celina

Rinalva Silveira disse...

Girley querido:
Conforme já tive oportunidade de dizer, gosto muito do seu nome.
Além do mais, você foi privilegiado diante dos nomes dos seus tios.
Adorei o artigo sobre nomes im(próprios). Ri demais.
Tive crises de riso em casa, no carro, no trabalho. Maravilhoso.
O sr. Edvaldo Arlego foi muito feliz no seu comentário. Concordo com ele.
Duvido que jovens, idosos... não gostem de ler o que você escreve.
Não é que as pessoas não gostem de ler, tudo depende de como se escreve.Você tem esse dom. Não nos prive deste prazer. Escreva mais e mais.
Que tal você ir ao programa do Jô Soares apresentar o seu livro?!
Será sucesso, absoluto.
Ah, conheci a família de Aglae Blae Guabiru .
O nome do pai de Breno, meu genro, é Claudenete. Ele passa muito vexame por conta desse
nome mas, já está acostumado. Imagine que ele é militar.
Beijos,
Rinalva Figueiredo da Silveira

Félix Santana disse...

Oi Girley!
GOSTEI MUITO DOS NOMES (IM)PRÓPIOS.
UM COMPADRE MEU COLOCOU O NOME DE UM FILHO, BEM ESCURINHO, DE ANDERSON KLEITON .
UM ABRAÇO
FÉLIX SANTANA

Girley Brazileiro disse...

Meus amigos,
Depois de publicar esta cronica, começaram a aparecer nomes incriveis para aumentar minha coleção. Vejam só: Shararleyde, Itapuacir, Luizandes e Ciliane. São nomes que encontrei na lista de presença de recente evento de negócios, no Recife.
GB

Sandra disse...

Oi Girley:

Essa notícia eu não podia deixar de lhe contar. Como se não bastassem os nomes esquisitos, agora parece que está virando moda nomes com uma única letra ou símbolo. Uma jovem chinesa ganhou na justiça o direito de se chamar C. Isso mesmo, o sobrenome dela é somente C e tá acabado. Outro cidadão chinês achou por bem batizar o filho com o inusitado nome de @, devido à sua paixão pela internet. Já pensou uma criatura se chamando @? Onde vamos parar? Veja a notícia completa em http://br.noticias.yahoo.com/s/09062008/40/entretenimento-jovem-chinesa-ganha-nos-tribunais-direito-se-chamar-c.html

Girley Brazileiro disse...

Minha gente de Deus!
Para meu espante maior, encontre na primeira página do Diario de Pernambuco de 11.07.2008 a chamada para uma longa matéria sobre um jovem recifense chamado: Tchaikovsky Johannsen Adler Pryce Jackman Faier Ludwin Zolman Hunter Lins. E o jornal completava: "parece uma ópera".
Este bateu todos!
Girley Brazileiro

Anônimo disse...

EU TRABALHEI NA CENTRAL DE ATENDIMENTO POR TELEFONE DA TELPE CELULAR, HOJE TIM, E LEMBRO MUITO BEM DO CLIENTE QUE SE CHAMAVA GUEYFRYRYLDY. NUNCA MAIS ESQUECI DESTE NOME!

Ricardo disse...

Prezado Girley Brazileiro,
Inicialmente, com muita satisfação, que ao digitar o nome de minha queridíssima avó GUEYTHYRAYDY BRASILEIRO NETO, no Google, que achei a sua crômica. Porém desde já ressalvo que esta satisfação passou para uma grande decepção durante a leitura e enquanto acompanhava a sua visão parcial e limitada do assunto.
Como me referi, sou neto da Sra. Gueythyraydy, que faleceu já aos 90 anos de idade em 2005, inclusive pelo o que me consta, ultima entre os irmãos citados a falecer. Infelizmente não tive a satisfação de conhecer todos os meus tios-avós (Conheci apenas Sra. Gueythycheyny, pouco antes dela também falecer).
Mas voltando a sua crômica: fiquei pasmo, pois até onde tenho conhecimento (e tinha uma convivência diária com ela), em momento algum ela ou alguém que estivesse ao seu lado (minha mãe, outros filhos e eu mesmo), teria sido consultada sobre o assunto, e pasmo ainda mais ao perceber que ainda hoje alguém através de um documento aberto como a natureza da sua crômica, e sem o total domínio das opiniões envolvidas, passa a expor como verídicas opiniões de alguns como sendo opiniões de todos. Pois bem, quero deixar claro que no caso da minha avó: ela adorava o nome que tinha, fato este mais que comprovado por ter seguido (como tradição) a colocar nomes tão FORTES e TÃO MARCANTES a seus filhos, minha mãe a Sra. GUEYLUZETYNY (a propósito com o apelido lindo de Gueylu) também com sobrenome BRASILEIRO, e um exemplo de como ela gostava deste gênero ou desta origem de nomes.
Coloco ainda que durante sua vida, minha avó, teve através de seu nome muita sorte, assim também como minha mãe e tios (afinal não é todo dia que podemos cruzar com nomes tão singulares e que ficam com certeza na lembrança), fato que sendo do seu interesse pode facilmente confinar, bastando para isso pergunta a minha querida mãe (76 anos), ela ficaria muito alegre em lhe responder sobre este assunto, assim como também, seria uma forma de conhecê-lo, já que também pelo que me consta o Sr. não a conhece pessoalmente, nem aos meus tios.
Claro que vale expor: concordo plenamente que a escolha do nome de uma pessoa deverá ser feita com critério pelos pais, principalmente no que corresponde na possibilidade de exposição futura ao ridículo (fato vivenciado em muitos casos) evitando assim constrangimentos diversos como o Sr. mesmo afirma já ter passado, principalmente quando estes fatos acontecem na infância. Mas também muita deste constrangimento esta no preconceito de alguns, sem falar na pura falta de educação daqueles que acham que caçoar de alguém: pela cor, raça ou por mais estranho que possa parecer: o nome; seja um razão para piada.
Ricardo Neto Valente
rnvalente@yahoo.com.br

Ricardo disse...

Prezado Girley Brazileiro,

Inicialmente, com muita satisfação, que ao digitar o nome de minha queridíssima avó GUEYTHYRAYDY BRASILEIRO NETO, no Google, que achei a sua crômica.

Porém desde já ressalvo que esta satisfação passou para uma grande frustração durante a leitura e enquanto acompanhava a sua visão parcial do assunto.

Como me referi, sou neto da Sra. Gueythyraydy, que faleceu já aos 90anos de idade em 2005, inclusive pelo o que me consta, ultima entre os irmãos citados a falecer.

Infelizmente não tive a satisfação de conhecer todos os meus tios-avós (Conheci apenas Sra. Gueythycheyny, pouco antes dela também falecer).

Mas voltando a sua crômica: fiquei pasmo, pois até onde tenho conhecimento (e tinha uma convivência diária com minha avó), em momento algum ela ou alguém que estivesse ao seu lado (minha mãe, outros filhos e eu mesmo), teria sido consultada sobre o assunto, e ainda mais pasmo ao perceber que ainda hoje alguém através de um documento aberto como a natureza da sua crômica, e sem o total domínio das opiniões envolvidas, passa a expor como verídicas opiniões de alguns como sendo opiniões de todos.

Pois bem, quero deixar claro que no caso da minha avó: ela adorava o nome e o apelido (Gueytinha - que julgo ser absolutamente lindo) que tinha fato este mais que pode ser comprovado por ter seguido (como tradição) a colocar nomes tão FORTES e TÃO MARCANTES a seus filhos, minha mãe a Sra. GUEYLUZETYNY (a propósito com o apelido tembém lindo de Gueylu) e com sobrenome BRASILEIRO, é um exemplo de como ela gostava deste gênero ou desta origem de nomes.

Coloco ainda que durante sua vida,
minha avó, teve através de seu nome muita sorte, assim como minha mãe e tios (afinal não é todo dia que podemos cruzar com nomes tão singulares e que ficam com certeza na lembrança imdependente da dificuldade de escreve-los, pois existem outros mais comuns que tambem o são), fato que sendo do seu interesse pode facilmente confinar, bastando para isso pergunta a minha querida mãe (76 anos), ela ficaria muito alegre em lhe responder sobre este assunto, assim como também, seria uma forma de conhecê-lo, pois julgo e pelo que me consta o Sr. não a conhece pessoalmente, nem aos meus tios.

Claro que vale expor: concordo plenamente que a escolha do nome de uma filho deverá ser feita com critério pelos pais, principalmente no que corresponde na possibilidade de exposição futura ao ridículo (fato vivenciado em muitos casos) evitando assim constrangimentos diversos como o Sr. mesmo afirma já ter passado, principalmente se estes fatos acontecem na infância.

Mas também muita deste constrangimento está no preconceito de alguns seja em possuir um nome estranho ou pouco comum, ou pela pura falta de educação daqueles que acham que caçoar de alguém: pela cor, raça ou por mais estranho que possa parecer: o nome; seja uma razão para piada.

Espero que não julgue erroneamente meus comentários, porém achei próprio expor que embora “impróprio” como e coloca em seu artigo, nem todos os julgam como tal, algumas pessoas convivem bem, e muito mais, gostam e até são ajudados por estes, como de fato posso lhe afirma com toda convicção dos fatos por ser uma testemunha disso. Sendo assim aguardo um contato para que possamos nos conhecer, primo.

Desejo-lhe muito sucesso
Ricardo Neto Valente
rnvalente@yahoo.com.br

Girley Brazileiro disse...

Por conta desta postagem - foi, não foi - recebo informações de nomes estupido que são registrados Brasil afora. Foi o caso dessa barbaridade que me mandaram ontem (08.04.15).Vejam só: um cidadão mo Maranhão conseguiu registrar o nome do filho como sendo JHAESNEANFLAYQUISHEIDEIX Alves da Silva. É verdade! Fui informado inclusive do CPF desse triste coitado e conferi. Veja você também! é só abrir o site da Receita Federal e colocar o CPF dele que é: 600.917.063-00. Francamente é desesperador. E é incrível como um Cartório de Registro Civil permite uma coisa dessas. Não aceito jamais tamanha sandice.

Ana Beth disse...

Provavelmente, o Luizandes que vc encontrou na lista telefônica, é meu tio. Meus avós tiveram 10 filhos, sendo 7 homens, todos Luiz. Como sua esposa é médica, talvez ela tenha conhecido um outro tio meu, Luizáureo, ginecologista/obstetra em Recife, já falecido. Outro tio, Luizaugusto, era engenheiro do DNER. Um outro, Luizélio, joalheiro. Meus tios seguiram a tradição e nomearam os filhos Luiz junto com outro nome iniciado por vogal, mas nenhum tão criativo como meu avô, pois todos tem um significado. Na ordem de nascimento: AUGUSTO - sagrado, elevado; ÁUREO - rel. ao ouro;
(h)ÉLIO - rel. ao Sol;
ADAUTO - homenagem ao pai;
ANDES - cordilheira do Velho Mundo; ALPES - cordilheira do Novo Mundo; ÂNGELO - rel. aos anjos.
Meus primos: André, Enrique, Aurélio, Artur, Eduardo.
Parabéns, pela crônica.
A família continua no NE, mas moro no Rio de Janeiro.

AnaBeth Barreto

wsbaptista disse...

Obrigado, Girley, por me fazer voltar no tempo. Na realidade, mais de 65 anos (tenho 75). Minha mãe era amiga de D.Gueythycheyny. Eu era gurizinho e morava na Vila Vicente Gouveia, na Rua Imperial. Mais uma vez, grato.