terça-feira, 15 de janeiro de 2008

RECIFE: pouca luz e poucas cores no Natal

Há dias venho tentando me livrar da tentação de criticar a recente iluminação natalina do Recife. Mas, como os comentários se sucedem, por onde circulo, resolvi fazer algumas humildes observações.

Começo lembrando que, há muito tempo, nossa cidade não vem tendo a decoração que merece e que se considere bela. Diferente do passado, quando a cidade se enfeitava de maneira magistral – muita luz como o Natal exige – nos festejos de fim de ano. Augusto Lucena, enquanto prefeito da cidade, foi caprichoso neste item.

Ultimamente, a coisa tomou um rumo quase intolerável. Nos festejos passados, digo 2006-07, a coisa beirou a indecência. A Prefeitura gastou uma fortuna incalculável por tiras de papel metálico, azul e encarnado, amarradas às arvores da Avenida Agamenon Magalhães e chamou isso de decoração, acrescido do desplante de dizer que se referia à tradição do pastoril. Tenha paciência... E a sobra do dinheiro – que deve ter sido fantástica – foi parar nos bolsos de algum “tubarão”. O autor da idéia e da obra, segundo se comenta, fez um “pé-de-meia” para o resto da vida.

Quem não lembra dos anjos horrendos pendurados nos postes e que esperaram o carnaval, quando se transformaram em palhaços e pierrots? Isto foi em 2003 ou 2004. Francamente.

Nos recentes festejos, a Prefeitura chamou ao Recife um cidadão tido como o “Papa” da iluminação. Fala-se de um expert alemão. Já pensou? Nem me interesso saber do nome dele. Deve ter saído, também, com boa soma de Reais nas mãos. O resultado é muito discutível. Só se salva a iluminação das pontes. Justiça se faça. Mas, de resto... A Avenida Agamenon foi um fiasco. Os globos brancos e os sabres coloridos, outra vez lembrando pastoris, não empolgaram.

Acontece que, essa gente, não entende que decoração de Natal exige profusão de luzes e não essas coisas espaçadas que estão até agora sendo mostradas. Será que este alemão é alemão mesmo? Ou é um alemão paraguaio? Na Alemanha, as luzes são aos milhões de pontos, nessa época do ano. Mais perto de nós, em Gramado, no Rio Grande do Sul, a Prefeitura “dá um banho”, com um Natal de luzes e cores, que o visitante não esquece jamais. Aliás, gente, é atração turística. É negócio, dos bons, para aquela cidade gaúcha.

Estive, recentemente, na Holanda e voltei impressionado como, já em novembro, o País se achava iluminado – com propriedade – para o fim-do-ano.

Pois é. Pobre cidade do Recife, que, confiada a incompetentes decoradores, amarga sempre fins-de-ano, rigorosamente sombrios.

Nota: A foto que ilustra esta matéria é da Praça da Liberdade, Belo Horizonte, MG, colhida no Google Imagens

4 comentários:

Mauro Gomes disse...

Concordo com o GB. Sugiro que a prefeitura faça um concurso para escolher o melhor projeto.

CABDS disse...

Não sei caro foi o projeto do "alemão". Disseram-me que foi um "holandes". Não interessa.
Se fosse de um "brasileiro" teria sido menos oneroso.Mais agradável aos olhos da oposição ao Sr. Prefeito.
Pessoalmente gostei.
A nossa Avenida Agamenon Magalhães esteve iluminada como nunca fora vista.
abraços
Carlos Antonio

Dudu disse...

Senhor GB,
Razão assiste a vosmice.
"brasileiro" responsável;De muito boa gosto e vontade ... com relação ao trabalho em outras cidades do centro sul.
Nos governos anteriores - dos DEMOS (demonios),não lembro de tanta luz.
Nem mesmo na praça da "Republica" reproduzida em seu site
Vosmice Lembra?
Abraços fraternos do companheiro Dudu.

Anônimo disse...

Se a má iluminação decorativa do Recife não agradou, imagine-se, então, a decoração de Brasília. Coisa deprimente, um horror com muitos erres. Como há gastos públicos de expressiva monta para tal finalidade, conclui-se que se trata mesmo de competência em baixa e corrupção em alta. Que pena de nós que ficamos sentindo saudades de coisas do passado ao invéz de esperar coisas boas futuras. Nossos governantes certamente têm culpa. Merecemos coisas melhores deles, patéticos governantes.
(BMBorges - Laguna SC)