Há uma diferença muito grande entre o que se ouve dizer sobre a Coréia do Sul e o que se pode constatar ao visitá-la. Foi a conclusão que tirei ao passar uma semana naquele agradável país oriental, no mês de novembro passado. Fui numa missão profissional, mas fiz questão de aproveitar em cada minuto a oportunidade, sempre lembrando que é muito raro, para um brasileiro, chegar até lá por puro interesse turístico, o que, por sinal, é um grande equivoco. Hoje percebo que se trata de um país de povo gentil e hospitaleiro vivendo num ambiente alegre, moderno e dinâmico. Indiscutivelmente, uma agradável surpresa.
Acontece que minha idéia era a de encontrar um lugar austero, lúgubre até, e com uma gente sem muita vibração e vivendo de forma pacata e rotineira. Puro engano. Atribuo esta imagem ex-ante aos meus conhecimentos acerca da história do país, sobretudo a mais recente, que remonta à famosa Guerra da Coréia (1950-1953), as instabilidades políticas depois do conflito e a eterna pendenga com os irmãos do Norte.
Seul, a capital do país, é uma cidade monumental. Moderna e vibrante. Infra-estrutura invejável, belas avenidas, construções de linhas arrojadas e espantoso dinamismo. Uma metrópole de primeiríssima linha, particularmente no local onde se situava o Hotel Mercure de Gangnam-Gu, no qual me hospedei, por se tratar de uma região mais nova e super-moderna, onde se concentram escritórios e sedes de muitas multinacionais coreanas e representações de estrangeiras. Surpreende ao desavisado. Vide foto a seguir.
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Interessante que, percorrendo o parque do Keongbok-Gun logo vi se tratar de uma cópia em miniatura do palácio imperial da China, aquele situado na monumental Cidade Proibida, em Pequim. É tudo muito semelhante, seja no estilo arquitetônico ou no formato e destinações das dependências que o compõe: local privativo do Rei, alojamentos das incontáveis concubinas (algumas mantidas como “reserva técnica” e sem nunca haver encontrado o monarca), praça de solenidades, alojamentos para assessores diretos, vassalagem e seguranças, gabinete de reuniões, casa da Rainha (Sim, havia uma escolhida e, sobretudo, tolerante com a existência das concubinas), entre muitos outros departamentos. Tudo isso distribuído num imenso e exuberante jardim, que naquela ocasião ostentava todo o esplendor do colorido outonal. Vide fotos.
Assim como no Japão ou na China, os sul-coreanos são muito cuidadosos com o patrimônio histórico que construíram. Contíguo ao parque do Palácio Real, o visitante tem acesso ao Museu das Boas Vindas, que percorri com muita atenção e surpreendi-me com um harmonioso encontro entre o antigo e o moderno. A história do país é contada com peças especialmente selecionadas, dispostas em meio de formas modernas e atrativas, graças aos recursos da moderna tecnologia da informação, muitas delas criadas ou desenvolvidas pelos próprios coreanos. Em alguns pontos a interatividade aproxima o visitante ao fato histórico de modo vibrante e, sobretudo, inteligente.
Afora isso tudo, Seul oferece um imenso leque de boas opções em termos de um fino artesanato, gastronomia sofisticada e comércio de artigos dos mais diversos, especialmente eletrônicos.
Taí, um lugar que dá vontade de voltar.
NOTA: Fotos da autoria do Blogueiro
Acontece que minha idéia era a de encontrar um lugar austero, lúgubre até, e com uma gente sem muita vibração e vivendo de forma pacata e rotineira. Puro engano. Atribuo esta imagem ex-ante aos meus conhecimentos acerca da história do país, sobretudo a mais recente, que remonta à famosa Guerra da Coréia (1950-1953), as instabilidades políticas depois do conflito e a eterna pendenga com os irmãos do Norte.
Seul, a capital do país, é uma cidade monumental. Moderna e vibrante. Infra-estrutura invejável, belas avenidas, construções de linhas arrojadas e espantoso dinamismo. Uma metrópole de primeiríssima linha, particularmente no local onde se situava o Hotel Mercure de Gangnam-Gu, no qual me hospedei, por se tratar de uma região mais nova e super-moderna, onde se concentram escritórios e sedes de muitas multinacionais coreanas e representações de estrangeiras. Surpreende ao desavisado. Vide foto a seguir.
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Ainda no mesmo bairro, o destaque vai para a movimentada Cheongdam Fashion Street, artéria super-movimentada, na tarde de Sábado, repleta de lojas das mais famosas grifes da moda internacional. Muitos jovens circulando, alegres e barulhentos, ao contrário dos japoneses, por exemplo. Os coreanos, assim como os japoneses, são muito ligados nas roupas de grife. Os grandes nomes da moda internacional sabem disso e investem prá valer nessas bandas. Aliás, achei que as sul-coreanas são mais bonitas e elegantes do que suas vizinhas do Japão e China.
Aproveitei o Domingo disponível para um especial tour, não obstante a chuva forte que caiu na capital coreana. Fazia muito frio. Mas, nem por isso, perdi o ânimo de percorrer a cidade, mais a miúde, incluindo a zona histórica, onde se encontram o Keongbok-Gung, que é o Palácio Real, o Museu das Boas Vindas e a residência do Primeiro Ministro, situados na parte Norte da cidade, separada da Sul pelo rio Han, que corta a cidade pelo meio. Vide a foto do Jardim Real, em dia chuvoso e frio, a seguir. Gosto demais desta imagem. Me orgulha, no papel de fotógrafo.Interessante que, percorrendo o parque do Keongbok-Gun logo vi se tratar de uma cópia em miniatura do palácio imperial da China, aquele situado na monumental Cidade Proibida, em Pequim. É tudo muito semelhante, seja no estilo arquitetônico ou no formato e destinações das dependências que o compõe: local privativo do Rei, alojamentos das incontáveis concubinas (algumas mantidas como “reserva técnica” e sem nunca haver encontrado o monarca), praça de solenidades, alojamentos para assessores diretos, vassalagem e seguranças, gabinete de reuniões, casa da Rainha (Sim, havia uma escolhida e, sobretudo, tolerante com a existência das concubinas), entre muitos outros departamentos. Tudo isso distribuído num imenso e exuberante jardim, que naquela ocasião ostentava todo o esplendor do colorido outonal. Vide fotos.
Assim como no Japão ou na China, os sul-coreanos são muito cuidadosos com o patrimônio histórico que construíram. Contíguo ao parque do Palácio Real, o visitante tem acesso ao Museu das Boas Vindas, que percorri com muita atenção e surpreendi-me com um harmonioso encontro entre o antigo e o moderno. A história do país é contada com peças especialmente selecionadas, dispostas em meio de formas modernas e atrativas, graças aos recursos da moderna tecnologia da informação, muitas delas criadas ou desenvolvidas pelos próprios coreanos. Em alguns pontos a interatividade aproxima o visitante ao fato histórico de modo vibrante e, sobretudo, inteligente.
Afora isso tudo, Seul oferece um imenso leque de boas opções em termos de um fino artesanato, gastronomia sofisticada e comércio de artigos dos mais diversos, especialmente eletrônicos.
Taí, um lugar que dá vontade de voltar.
NOTA: Fotos da autoria do Blogueiro