sábado, 5 de janeiro de 2013

Dois Mil e Treze

O ano começa exigindo uma trégua para descanso, depois de um tempo de festas, comemorações e confraternizações, muito embora fique claro que a roda da vida não pára e que, intrinsecamente, as coisas não mudam em nada. As contas chegam e devem ser pagas, o escritório permanece no mesmo padrão e a árvore de Natal é desmontada e guardada para o próximo tempo do advento. Somente o calendário é que impõe um novo número. Isso, sim, muda e é inexorável. E, como diz o poeta, o “tempo não pára”... Todo ano é sempre assim e faz parte da vida.
O Blog do GB volta a circular, em ritmo lento, mas de olho nos últimos acontecimentos:
Espantoso por exemplo o número de vitimas – todas do sexo feminino – de balas perdidas no Rio de Janeiro, neste período de festas. Fico me perguntando qual o motivo que leva a um sujeito praticar tamanha barbaridade. Mais impressionante é o caso da garotinha, com uma bala na cabeça, que por falta de atendimento médico, veio a falecer porque o neurocirurgião de plantão não compareceu ao hospital naquela noite. Quanta irresponsabilidade! Que tipo de profissional será este? Será que teve sua licença profissional caçada pelo Conselho Regional de Medicina?  Vai ver que não. Parece que foi demitido do serviço publico... Ainda foi pouco.
No mesmo estado Rio de Janeiro, outra vez, populações sofrem em várias áreas devido a uma forte tempestade de verão que deixou milhares sem casa e inúmeros desabrigados, além de mortes. Este é outro problema que parece não ter solução. Pessoas de baixa renda buscam assentamento em locais vulneráveis, como encostas e barrancos, e na primeira grande tempestade perdem tudo, quando não a própria vida. Isso sem falar de pontos onde a infra-estrutura urbana se apresenta desgastada e abandonada, resultando no que vimos pela TV durante esses primeiros dias do ano.

A coisa se torna mais revoltante quando se noticia que o Ministério encarregado pelas ações de prevenção e apoio às populações vitimas de desastres provocados pela natureza aplicou apenas 32% da verba a esse fim destinada, no ano de 2012. Como pode acontecer isso, se já se sabe que há localidades sobejamente conhecidas como áreas de risco e que exigem medidas preventivas? O estado do Rio de Janeiro está saturado dessas catástrofes. Lembro de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo que, há poucos anos, sofreram as maiores catástrofes, devido às chuvas de verão, e que até hoje ainda penam por mitigar os prejuízos sofridos.
Enquanto isto, no Nordeste a seca arrebenta tudo, castiga o sertanejo e pouco tem sido feito. Pensando bem, nunca se faz! Mesmo porque, de repente, como aconteceu nesta primeira semana do ano, uma neblina qualquer anima a gente, faz o capim reaparecer, o gado se alimenta, o homem se alegra e se enche de esperança, por algum tempo, até que volte a estiagem. Nesse ínterim o Governo fica na dele, fazendo vista grossa e deixando para depois. E esse depois todo mundo já sabe como pode ser.
No Recife, para alegria geral, foi encerrada a Era Petista na Prefeitura da cidade. Foram doze anos de atraso e deterioração da Cidade Maurícia. Renasce a esperança de se viver numa cidade limpa e com gestão competente. Acredito que não será muito fácil para o novo Prefeito porque a desarrumação é grande. Diante do caos instalado, vai ter que trabalhar com afinco para, entre outras coisas, acabar com os vícios e desmandos na máquina governamental, mobilizar esquadrões de trabalhadores para limpar e reorganizar o espaço urbano, tirar os malandros das ruas, dar ordem ao comércio ambulante, acabar com os bares nas vias públicas e largos,  focar na mobilidade, rever as calçadas e passeios públicos e, enfim, preparar a cidade para os grandes eventos que se aproximam, entre os quais a Copa das Confederações e do Mundo. Isto sem falar que estamos a poucos dias do carnaval que, tradicionalmente, atrai turistas na busca por folia. Neste caso, aliás, urge que a nova prefeitura reveja essa palhaçada de carnaval multicultural, cujo objetivo principal foi mascarar a contratação de artistas do sul – sem nenhuma noção do que seja o carnaval pernambucano – com cachês exorbitantes, em detrimento dos valores locais, estes sim, capazes de fazer um carnaval autêntico e que durante a gestão petista foram postos à margem dos folguedos.

NOTA: Foto de área na Baixada Fluminense, esta semana. Obtida no Google Imagens.

     
    

2 comentários:

Fabiano Toquetão disse...

Querido Girley , apesar de ter lido o seu 2013 após meu Cafe da manhã , que por sinal ficou indigesto , agradeço por me trazer novamente a realidade do meu pais que éo exemplo mais cru do descaso , performatico até , pois enchem as manchetes de toda imprensa , que inclusive aprendemos a não dar atenção ( reflexo das inverdades e apoios políticos? Não sei) agora o que me faz amar o seu estilo de mostrar o seu meio Recife , e ele nos servir de exemplo pra todo o Pais , tenho vergonha de dizer que fui Petista , antes enchia o peito jovem e erguia uma bandeira oprimida, agora amargura minha alma ver os desmandos autoritários das prefeituras petistas pelo Brasil (caso de Aracatuba, minha cidade ) que tem se comportado a mercê de partidários importados para a minha cidade que nada entendem de sua alma , sofrem ao realizar algo que não se presta a nada...o PT perdeu , ou nunca teve um eixo que eu utopicamente achei que existia. Não é mais que uma estrutura desleixada e autoritária que não consegue se apoiar nas próprias pernas .... Salve Girley

Girley Brazileiro disse...

Pois é Fabiano! Mas, fiquemos tranquilo porque o brasileiro vai tomar vergonha e mandar esses desonestos para o quinto dos inferno. Se prepare para ter um presidente honesto e filho do Leão do Norte. Sendo que, dessa vez, da melhor qualidade. Aguarde 2014.
GB