domingo, 6 de novembro de 2011

Competitividade em Debate

Retornando de Buenos Aires ao Recife, na semana passada, fiz uma parada em São Paulo, onde me juntei ao grupo dos dirigentes do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas de Pernambuco (SIMMEPE) e da Fiepe, para participar o 6º. Encontro Nacional da Indústria - ENAI, promoção anual da Confederação Nacional da Indústria – CNI. Esse tipo de encontro criado pelo então Presidente da Confederação, Armando Monteiro Neto, vem se consolidando, ano a ano, como a melhor oportunidade da classe empresarial brasileira, do setor industrial, se encontrar, trocar informações, discutir seus problemas e, por fim, desenhar e propor trajetórias que julguem ideais na defesa dos seus interesses.
Além dos empresários de todos os estados brasileiros, técnicos, pesquisadores, convidados especiais, representantes do Governo e imprensa acompanham, atentamente, cada debate, todos caracterizados por profundo conteúdo. Este ano, a idéia-força foi discutir o Fortalecimento da Competitividade da Indústria Brasileira. Nada mais oportuno, visto que, sendo o Brasil, parte integrante da economia globalizada, cresce a toda hora a falta da capacidade de competir, num mercado dominado por players, cada vez mais agressivos e competitivos.
Os trabalhos, propriamente digo, foram abertos pela conferência do ex-Diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Lawrence Summers, nos Governos de Bill Clinton e no atual, de Barack Obama. Sem, a rigor, apresentar grandes novidades Summers fez um histórico da situação econômica mundial, destacando a crise de 2008, o atual recrudescimento, as possibilidades de salvação dos Estados Unidos, o dilema da União Européia, que, segundo ele, com a indecisão dos governos locais pode arrastar o mundo para uma crise sem precedentes e, por fim, o papel das economias emergentes, principalmente o Brasil, ao qual atribuiu um importante papel, muito embora as necessidades de reformas, todas bem conhecidas, aqui em Pindorama, no dizer de Hugo Caldas.
Na seqüência dos trabalhos, os temas Regime Fiscal, Infraestrutura, Educação e Capacitação Profissional, Meio Ambiente e uma Agenda para a Competitividade Brasileira foram amplamente discutidos, por formadores de opinião, executivos da indústria, especialistas setoriais e representantes de governos, mediados pelos mais abalizados repórteres econômicos da TV brasileira.
Em meio aos debates, lembro bem de alguns pontos conclusivos e que merecem destaques: O Brasil é pouquíssimo competitivo comparado a 13 países diretamente concorrentes, devido a falta e custo da mão de obra capacitada, disponibilidade e alto custo do capital, infraestrutura e logística falhas, peso dos tributos e, claro, a debilidade dos setores da Educação e inovação tecnológica. Não vejo novidades nisso, mas, debatido naquele conjunto toma corpo e maior repercussão. No debate sobre as questões de infraestrutura e do meio ambiente a CNI, através do seu presidente, Robson Andrade, sugeriu mudanças nas regras de licenciamento das obras potencialmente não poluidoras, na tentativa de agilizar a melhoria da estrutura, sem o que a indústria brasileira perderá, cada vez mais, espaço no mercado mundializado.
O Governo Federal esteve representado por dois importantes ministros: Aluisio Mercadante, da Ciência e Tecnologia e Fernando Pimentel do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que deram seus recados oficiais, incensaram D. Dilma, e, em troca, receberam recados do empresariado.
Uma nota cômica num dos intervalos ficou por conta da charge viva, promovida pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), com uma figura patética denominada de Impostão: um cidadão caracterizado de gordão, alimentado por polpudos impostos cobrados pelos vários níveis de governo. Na cola dele um personal tranning insistia para ele praticasse exercícios de emagrecimento, entre os quais o desafiador das abdominais. Era uma pandega vê-lo embolar pelo chão. Vide foto. Após dois dias de trabalhos e debates restou a sensação de sucesso e a esperança de que bons resultados sejam colhidos. De parabéns a CNI, as federações de indústria e os sindicatos que são, no final das contas, suportes básicos do Sistema Indústria.


NOTA: A foto á da autoria do Blogueiro, que compôs a Comitiva do SIMMEPE e Fiepe, no Encontro.

Um comentário:

Fernando da Costa Carvalho disse...

Prezado Girley,

Estas suas novas noticias me deixaram um pouco mais animado, quando percebo uma iniciaticva com esta de excelentes perspectivas num confronto direto entre a nossa realidade atual e a que se deverá ser trilhada em busca da sobrevivencia de nossoas industrias, face principalmente a acirrada competiitividade em relação as outras potencias industriais.

Por outro não se constitui surpresa para mim o realce merecido que você atribui ao nosso Senador Armando Monteiro Neto. Realmente é uma nova lidernça cada dia se firmando mais no cenário Nacional. Inteligente, empreendedor, e acima de tudo uma pessoa séria e direta nas suas ações sejam elas politicas e com lider empresarial, especialmente homem de novas ideias.

Torcemos muito que não só o nosso Pais, mas principalmente o nosso querido Estado, comece arespira novos ares e com novos propósitos que nos leve a um patamar desenvolvimentista com um avanço social do melhor nível.

Muito boa a iniciativa do Rio de Janeiro quanto a critica aos elevados impostos, que são injustificáveis diante e principalmente do não percebermos o seu retorno notadamente para as camadas mais humildes de nossa população.

Como sempre nós Brasileiros vamos a cada dia vivendo tão sòmente SÓ de esperanças....Quem sabe quando lá chegaremos!!!

Forte e fraterno abraço,Fernando da Costa Carvalho