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segunda-feira, 22 de julho de 2024
Compromisso com a Verdade
Compromisso com a verdade tem sido lema deste Blog, desde sua criação em 2007. Infelizmente, algumas fontes de noticias, supostamente confiáveis e consagradas publicamente, terminam influenciando de modo indevido formadores de opinião que trabalham com seriedade. Foi, certamente, o caso que nos ocorreu esta semana ao repercutir (ultima postagem) uma noticia que abalou a sociedade recifense dando conta da venda e provável demolição do Palacete Gibson, pertencente à Família Baptista da Silva, situado a Avenida Rui Barbosa, no Bairro das Graças, no Recife. Pela importância histórica (quase 200 anos) e imponência arquitetônica, não somente o Blog do GB, mas, outros vários veículos de comunicação apressaram-se em manifestar descontentamento, e até revolta, com a infeliz ideia ventilada, a exemplo de tantos outros casos já registrados no Recife, apontados na mesma postagem.
Por justiça e compromisso com a verdade, este Blog denuncia se tratar de mais uma fake-news, entre as incontáveis que, diuturnamente, são veiculadas pelas mídias digitais do mundo, fazendo publicar, a seguir, uma Nota Oficial encaminhada pela Assessoria de Comunicação da Família Baptista da Silva, o que fazemos com imensa satisfação. Salve a Mansão Gibson e aplausos à Família Baptista da Silva.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Dores da Modernidade
Mas, por outro lado, tem uma
coisa séria: do mesmo modo que a Tecnologia da Informação (TI) e seus eficientes
aplicativos se propagam e ganham adesões, aumentam em progressão geométrica o
abuso dos internautas na disseminação de informes falsos e pouco cidadãos como crimes, assaltos virtuais conjugados ao real, pedofilia e correlatos. Isto sem falar nas futilidades/inutilidades que abarrotam os laptops e aparelhos de celulares, dos tipos: Bom Dia, Boa Noite, te amo, fique em paz, além das correntes religiosas ou de bons augúrios. Bom, tem gosto pra tudo.
Uma das
coisas mais abomináveis, contudo, são as chamadas fake-news
(informações falsas). Eis aí um dos lados negativos dessa modernidade. Faz-me
lembrar os tempos da massificação da telefonia e que os usuários se divertiam,
ou faziam mal, passando trotes (ligações anônimas) para seus conhecidos ou
desafetos. As fake-news são as
versões modernas dos trotes telefônicos do passado com consequências bem mais
nocivas, tanto pela facilidade de difusão, quanto a reprodução com alcances
ilimitados, sem que haja, até agora, um meio técnico-jurídico prático e seguro para coibir tantas maledicências. Há um site caçador de fake-news no ar. É verdade. Mas, muitas
vezes o incauto sem duvidar cai na vibe
de compartilhar. E, feito isto já é tarde para reparar o erro.
![]() |
| Exemplo de gentilezas modernas. |
Estudo
recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV) assegura que as fake-news são mais lidas e reproduzem mais sucessos nas redes do
que as verdadeiras noticias. E reforçados por computadores robôs especializados em alavancar
emissões de e-mails, twitters, blogs e WhatsApp (popularmente chamados de Zaps)
a coisa se torna incontrolável. Esses robôs, aliás, são especialmente
programados para multiplicar o número de emissões e com essa manobra
popularizar um site, uma noticia falsa, uma marca ou blog. Trata-se de uma
estratégia que vem sendo utilizada fartamente, por exemplo, em campanhas políticas em todo
mundo, como no recente caso brasileiro. Todos lembram a sujeira que rolou nas
redes sociais e o quanto prejudicou, com ou sem justificativa, esse ou aquele
candidato. “O crescimento da ação
concertada de robôs representa, portanto, uma ameaça real para o debate
público, representando riscos, no limite, à democracia” é o que afirma o
Sociólogo Marco Aurélio Ruediger, Diretor de Analise de Políticas Publicas –
DAPP, da FGV. Quer saber mais? Clique em http://dapp.fgv.br/artigo-os-robos-nas-redes-sociais/
Diante do
quadro preocupante, a DAPP assumiu dois compromissos: o primeiro é vinculado ao
acompanhamento e debate nas redes e atenção pela democracia. O segundo
compromisso é de desenvolver esforço continuo para aprimorar tecnologias de
detecção e compreensão desse fenômeno. Ruediger alerta, contudo, que “ao
identificarmos robôs operando para um campo, não queremos dizer que os atores
políticos ou públicos ali situados sejam responsáveis pelos robôs a seu
favor”. Como facilmente se deduz é difícil. Conclusão: essa modernidade é
muito boa, mas, às vezes dói muito.
Confesso que
já cai, várias vezes, na armadilha do
fake-news. Mas, quem não caiu? Vejo aí
um grande desafio para as sociedades do nosso tempo. Além de buscar a proteção pessoal e da
própria sociedade, urge que as autoridades e a comunidade científica descubram
meios severos de detectar os verdadeiros desvios.
Que a iniciativa da DAPP da FGV, aqui no
Brasil, sirva de modelo para outras entidades da comunidade científica. Que o Porto
Digital de Pernambuco, centro de excelência em TI, abrace logo esta causa.
NOTA: Ilustração colhida no Google Imagens.
NOTA: Ilustração colhida no Google Imagens.
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