segunda-feira, 9 de março de 2026

Tenebroso Ano Novo

Fui até conferir no dicionário, para ter certeza de que tenebroso seria um titulo adequado para uma postagem. Acredito que sim. Pode significar, entre outras coisas, sombrio, assustador, sinistro, medonho e por aí vai. Se o ano passado causou alguns grandes pânicos, 2026 está mostrando que muita coisa assustadora vai rolar. Pensando bem, já rolam. É desse modo que venho entendendo 2026. Inicialmente, eu havia decidido entrar em recesso e voltar quando o ano começa no Brasil, isto é, depois do carnaval. Coisa de brasileiro, o país do jeitinho. Tem nada mais relaxante do que isso? Brincar, beber, curtir um frevo ou um samba e entrar num novo ano somente em Março. Coisa que só brasileiros entende. Entrementes, lá fora, o ano corre sem parar e muito rápido. Aliás, abrindo um “parêntesis” recordo que, nas minhas priscas eras de estudos da História e da Filosofia, tomei conhecimento que o ano na Roma Antiga começava mesmo em Março e só tinha 304 dias. Foi o Rei Numa Pompílio (segundo Rei de Roma e substituto de Rômulo entre 715 e 673 a. C.) que acrescentou os meses Januarius e Februarius. Depois, o Imperador Júlio César, no Ano 46 a. C., querendo deixar sua marca imperial, fez um retoque e criou o que se chama de Calendário Juliano, conservado até hoje com 365 dias. Sem esquecer que , a Lua e o Sol regeram todas essas coisas. É assunto para outra hora porque meu assunto, hoje, é outro. Já dei entender, não tem sido fácil viver este 2026. Não sei você caro leitor ou leitora... A rigor, pauta não me faltou, desde o principio de “Januarius”. O frevo rolou nos carnavais de Recife e Olinda em “Februarius” e, por aqui, relaxei postando-me como espectador dos acontecimentos alhures. Nos primeiros momentos surpreendi-me com o processo e depois com a operação Trumpista que resultou no assalto e captura de Nicolás Madura e sua esposa, em Caracas, Venezuela. Uma operação rápida e, digamos, aos moldes de Hollywood. Cirúrgica! Fiquei pasmo, porém, ao mesmo tempo, satisfeito com o resultado face aos sofrimentos que o Ditador sanguinário impôs a um povo nobre e varonil como os irmãos venezuelanos que, por sinal, conheço de perto. Estive por motivos profissionais, por duas vezes, na Venezuela. Conheci o país vizinho em dois momentos marcantes. Durante a democracia combatida pelos esquerdistas inocentes que inflaram o líder Hugo Chávez empurrando-o ao posto de presidente da Republica. Depois estive lá, durante o governo do mesmo Chávez. Formei uma opinião in loco do que poderia acontecer. E aconteceu. Acompanhei a nefasta trajetória que terminou levando o país à miséria. Os que reuniam condições financeiras logo se safaram do horror instalado e deram o fora. Os menos afortunados vasaram pelas fronteiras do país e foram parar nas ruas de cidades brasileiras, colombianas e peruanas. Aqui no Recife, temos, até hoje, muitas famílias pedintes venezuelanas mendigando e dormindo maltrapilhos debaixo de marquises ou abrigos improvisados. Estima-se que 8,6 Milhões de venezuelanos deixaram o país. (Vide foto a seguir).
Mas a sede de Trump, Presidente dos Estados Unidos, assumindo o papel de “Xerife Mundial” não parou por aí. Além de capturar Maduro, deu continuidade à série de investidas que abalaram e continuam abalando a paz mundial. Nessa jornada, insistiu na anexação da Groenlândia ao seu país, ameaçou a Colômbia, o México, o Panamá entre outros, além de detonar “delicados recados” à China e Rússia. Sem esquecer o programa de tarifaços impostos a meio-mundo desorganizando as correntes comerciais existentes e ameaçando um caos em incontáveis pontos do Planeta. Falo de uma matéria amplamente conhecida e debatida que me deixa dispensado de desenvolver. Ainda em 2025 detonou ataques a alvos, no Irã, fazendo o mundo estremecer, visto que referidos alvos eram instalações nucleares dos iranianos. Aquilo, meu Deus, não passou de uma pré-estreia do que hoje vem acontecendo – ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã – que tem deixado o mundo estarrecido dada as proporções alcançadas e prometidas. O Trump já vem avisando que a guerra que empreende no Médio Oriente, em conjunto com Israel, não tem prazo programado para terminar. Os atingidos, por seu turno, não recuam, ainda que muitas das suas lideranças hajam sido aniquiladas, incluído o Aiatolá Supremo e revidam bombardeando muitos pontos estratégicos dos americanos e israelenses em toda região. Tudo, por sinal, bem divulgado e visto ao vivo e a cores. Como o Brasil não passa incólume nesse contexto conflagrado, o ano é ou não é um ano tenebroso?. Ocorre que, mesmo antes do carnaval, durante e agora, nossa “máquina moedora” de Brasília anda estraçalhando os juízos dos brasileiros responsáveis e vem produzindo costumeiros escândalos de corrupção que deixam carecas, como no meu caso, de orelhas em pé (se tivessem cabelos seriam estes). Tem nada mais escandaloso do que esses casos expostos pela CPMI do INSS e a “explosão” do Banco Master envolvendo eminentes figuras do primeiríssimo escalão da Republica. Tenha dó.
Esta República de Pindorama parece mais um tecido esgarçado sem condições de remendo. Mas, mas, como este tenebroso ano é ano de eleições fico desejando que o pobre e ingênuo eleitor brasileiro saiba como votar. Vamos esperar que 2026 fique melhorzinho, ao menos nas nossas bandas. NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens

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