sexta-feira, 30 de julho de 2010

Uma pedra no meio do caminho

... aí, embora muito cansado pelo intenso dia de trabalho, pedi ao meu filho para dar uma paradinha na padaria, onde compraria alguns itens para o jantar, em seguida.
Apressado, desci do carro e adentrei na delicatessen favorita, na Avenida Rosa e Silva, zona nobre do Recife. Empurrei a porta de vidro e dei de cara com dois senhores deitados rostos colodos ao chão. “Ôxente! Quequi vocês estão fazendo aí, deitados na passagem?” perguntei intrigado. A resposta foi cruel, veio pelas costas na forma de um revólver e gritos ameaçadores do tipo: “É um assalto, passa a carteira e o celular!!!! Vai seu p....!!!!!” Incrédulo, com a “ficha enganchada, sem cair de imediato”, fui acuado e começando a enxergar, devido aos berros do primeiro ladrão, secundado por outro mais agitado, ainda. Graças a Deus entendi que estava inserido em mais uma cena do banal quotidiano brasileiro. Diante de tudo, não tendo o que fazer e "morrendo" de medo de tomar um tiro na testa, entreguei meu iPhone 3G, da Apple contendo preciosos arquivos e a minha carteira recheada de identificações, cartões de crédito, fotos dos meus amados familiares e, aproximadamente, duzentas pilas em espécie.
Os assaltantes saíram correndo. Aliás, sumiram no meio do mundo deixando uma multidão congelada – era hora do rush, todo mundo voltando para casa e o engarrafamento de sempre – a ver tudo na maior passividade. Incrível! Embora ordenado a deitar no chão do estabelecimento comercial, não cheguei a fazê-lo, porque os meliantes se escafederam açodadamente, deixando as vítimas em estado de choque a se erguer lentamente. Olhei prumladoepruoutro, marquei retirada, entrei esbaforido no meu carro, ordenando partida ao filho no volante. “Que foi que houve? Tá todo mundo saindo adoidado, daí de dentro...” referindo-se à retirada dos ladrões. Expliquei o ocorrido e meu ingênuo herdeiro deu partida em velocidade, ameaçando perseguir os larápios. “Qual nada rapaz, larga de valentia... baixa essa bola” argumentei estressado, claro, mas buscando controlar a situação. Puro arroubo da juventude! "Tudo que eu entreguei já era... o importante é que estou vivo!" esbravejei. E de quebra perguntei: “Qual foi o melhor: sair daqui inteiro ao seu lado ou você ter que me enterrar amanhã, com uma bala na testa?”
Na noite passada, lembrei-me de Drumond porque tropecei numa pedra no meio do caminho. Uma “pedra” em forma de indesejado assalto. Só lembrando: “No meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio do caminho/tinha uma pedra no meio do caminho/tinha uma pedra” .
O danado é que a gente ouve falar que é comum, que todo mundo já foi assaltado e que não devemos nos surpreender caso sejamos apanhados. Mas, é duro viver a situação. Por que eu? Trabalho, contribuo para o desenvolvimento do país, pago meus impostos em dia, tenho uma vida regrada e solidária com a Pátria e com os compatriotas, sigo na risca os ditames da Constituição, faço caridades, amo ao próximo como a mim mesmo e, ainda assim, tenho que me sujeitar a coisas dessa natureza. Natureza perversa, meu Deus! Tudo por lamentável falha da gestão social da Nação: falta de educação, de saúde coletiva, inclusive mental, de formação profissional, de meios de vida dignos, de investimentos produtivos e geração de empregos. Temos uma terra rica, cheia de potencialidades e mal aproveitadas.
Outro dia, a proposito da insegurança reinante, cheguei a dizer que havia perdido a esperança e fui criticado. Mas, como alimentar esperança, sendo covardemente atingido no que mais sagrado existe que é a privacidade, o direito à propriedade, o de ir e vir e, até, de viver?
Outubro vem por aí e, novamente, a sociedade vai cobrar providencias aos postulantes a cargos eletivos. Vai ouvir promessas entusiasmantes e, depois, quando novembro chegar, vai reiniciar outro longo período, de quatro anos de espera, para se encher de novas promessas... inúteis.
Resta apenas pedir proteção aos santos e arcanjos. A Deus por fim, para que Ele vá retirando as pedras do caminho. No meio do caminho você sempre pode encontrar uma pedra. No meio do caminho...ontem, eu tive uma pedreira.
NOTA: Foto colhida no Google Imagens

26 comentários:

Geraldo Leal de Moraes disse...

Caro Girley

Nào há o que comentar, sua crônica do dia a dia vivendo como personagem e ator já disse tudo.

Há sim ,o que comemorar: sua vida, sua presença de espírito e a consciência de que todos estamos falhando em não enfrentarmos esta triste realidade.

Das pedras podemos fazer alicerce para um Brasil melhor, mas temos que botar para fora nestas eleições esta cambada que forma a maioria dos políticos nojentos e bandidos coniventes.
Saude amigo e um grande abraço.
Geraldo Leal de Moraes

Ana Maria e José Marcos disse...

Girley, grande amigo ficamos estupefados diante do que você passou. Entretanto apesar de atônitos queremos te dizer que paramos para agradecer a Deus ter "colocado uma venda nos olhos" do seu filho naquele momento. Um rapaz alto e forte cheio da coragem típica da juventude poderia ter ido institivamente em tua defesa e uma tragédia quem sabe ocorreria. Graças a Deus, Girley que pudestes "pular" essa pedra ileso. Conte com nossa solidariedade e amizade. ana maria e jose marcus menezes

Waltivia disse...

Prezado Girley, morei em Recife por 5 anos e meio e sempre ouvi histórias de assaltos, mas graças a Deus nunca aconteceu comigo, apesar de andar na Agamemon Magalhães e inclusive na Rosa e Silva com a janela do carro aberta rsrs...
Deve ser uma experiência terrível mesmo, lamento o que aconteceu, mas ao mesmo tempo fico contente que nao houve nada mais sério do que perdas materiais.
Aqui em João Pessoa ainda temos tranquilidade...estamos aguardando vocês no proximo dia 21 de Agosto.
Abraços
Waltivia - Restaurante Kyoto

Anônimo disse...

Girley, caro amigo e companheiro (exatamente nessa ordem)deu um frio na espinha só em pensar nessa situação vivenciada por você... Amigo, medo à parte, é um momento que não se deseja a ninguém. O episódio transformou-se numa crônica do cotidiano, narrada ao vivo, com personagens reais, contendo no final a definição do momento em que a sociedade brasileira está vivendo: falta de uma política social do governo, calcada na educação dos jovens marginalizados, que usam o dinheiro do bolsa-familia para se "equipar", comprando armas para agredir a sociedade. Deus estava com você, como sempre esteve. Só posso lhe emprestar solidariedade, ainda com uma friozinho na barriga... Abrace Isaltino

Isaltino Bezerra disse...

Girley, caro amigo e companheiro (exatamente nessa ordem)deu um frio na espinha só em pensar nessa situação vivenciada por você... Amigo, medo à parte, é um momento que não se deseja a ninguém. O episódio transformou-se numa crônica do cotidiano, narrada ao vivo, com personagens reais, contendo no final a definição do momento em que a sociedade brasileira está vivendo: falta de uma política social do governo, calcada na educação dos jovens marginalizados, que usam o dinheiro do bolsa-familia para se "equipar", comprando armas para agredir a sociedade. Deus estava com você, como sempre esteve. Só posso lhe emprestar solidariedade, ainda com uma friozinho na barriga... Abrace Isaltino Bezerra

Regina da Fonte disse...

Puxa,Girley,não gosto nem de imaginar o que vc sentiu neste momento de horror!A gente se pergunta por que essa agressão?Por que com a gente, que só queria comprar o pão,sem machucar ninguem...Mas vc está vivo!O mais importante é isso e graças a Deus seu filho não percebeu nada,caso contrário o resultado teria sido outro.Os anjos e arcanjos estavam por perto e vc saiu sem um arranhão!Estou feliz por vc ter vencido esta batalha!Que Deus continue nos abençoando e nos livrando do mal,amém.Respire fundo...a vida continua e vc está vivo!!! Regina da Fonte

Geraldo Pereira disse...

Girley, amigo velho, só não peço para trocar o título da crônica para "Duzentas Pilas", porque foi inspirado no poeta de boa pena, que cantou as pedras no caminho e outras pedras por ai. Mas, homem de Deus, que encrenca! Coisa séria a vida por cá! Já passei semelhante problema e depois desse "stress", não há como manter a serenidade: chorei e tremi feito vara verde. Homem, melhor assim, vivo e mexendo.

Pedro Gaudencio de Castro disse...

Meu amigo Girley Brazileiro:
Você, até nos momentos difíceis mantém a postura de um verdadeiro cidadão.
Acho que para você, sua família e seus amigos, o ideal foi ter saído com vida para, continuar no convívio de seus familiares e contribuindo com a sua competência e eficácia, no desenvolvimento da nossa região.
Certamente que todos nós estamos felizes ao tomar conhecimento que continuaremos recebendo as suas mensagens, através do BLOG DO GB.
Um abraço do companheiro e amigo,
Pedro Gaudêncio de Castro

Maria Cristina Henriques disse...

Girley:
Nem se atreva a partir antes de mim.Baixei um decreto.
Estou saturada de partidas esse ano,seja em que meio de 'transporte' for.
Como bancária,Caixa-executivo,entrei para a estatistica em 1993.
Como cidadã,ônibus/carro,outras 2 vezes.Furto,outras 3.
Em 1993,na CAIXA,antes das portas detectoras de metal,eles vieram 2 vezes em um intervalo inferior a 3 meses.Graças a DEUS meus pais tinham saido da agência 30 minutos antes.Nem imagino como seria eles reagindo ou os bandidos os agredindo.
O uso da fisica quântica conscientemente,pode melhorar nossas vidas.
É motivo de júbilo para todos você transformar tudo em um texto.Ajuda a' enterrar'.Daqui há pouco é só um pontinho distante no horizonte - só você saberá que foi isso,e já não incomodará mais.
Esse 'filme ainda vai passar milhares de vezes em frações de segundos,como se fosse ficção científica.
O 'murro' no estômago é parte do processo - "puxa,aconteceu mesmo,foi comigo".
O sobressalto,mudança de rota,etc.ajudarão.Permita-se passar um bom tempo como cliente de outra delicatessen.Conheça novos pães.Sua área é 'chique de doer'.Explore-a.
Aconselho massagem,com aqueles oleos perfumados relaxantes - de preferência nos pés e ombros,para retirar toda tensão,ativando pontos importantes.Contanto que você relaxe...Com musica suave,acupuntura,e abraços dos que o cercam.
O resto é ajuste.
Fique com DEUS,sempre !!!
Ma. Cristina Henriques

Wirson Bento de Santana disse...

Amigo Girley:

Esse é mais um aprendizado da vida, quanto mais vivemos mais aprendemos. Parabéns pela sua crônica recheada de realidade.
Parabéns também pela sua calma e sair dessa com prejuizo e aborrecimentos é claro, mais com a vida que é o nosso bem mais precioso, principalmente sabendo que o desfecho poderia ter sido muito pior.
Quanto ao que vem em outubro não vejo saida, pois parece não existir alternativa na escolha.
O capitalismo internacional dominante é quem dita as normas de emprego, salário e renda. O papel do Presidente da República é de mero figurante nesse palco.

Regina Pinto Ferreira disse...

Meu caro Girley, graças a Deus, vc mesmo conta essa barbaridade, vc está inteiro contando tudo. Graças a Deus saiu vivo. É impressionante a falta de segurança, entretanto pagamos uma fortuna de impostos ao Estado. Deus proteja todos nós. Regina Pinto Ferreira

D. Andreotti disse...

Caro amigo Girley,
Graças a DEUS voce teve essa presença de espirito e contnua conosco.Tambem não vejo solução.Decidi que o melhor que posso fazer é não
votar em nenhum dos calhordas que ja deram provas, não de incompetencia, pois são altamente competentes para roubar e ludibriar o povo.
Não voto em nenhum dos atuais e em nenhum dos parentes em qualquer grau,porque os bandidos treinam os familiares para darem continuidade às ações nefastas contra a população.
Abraços
D.Andreotti

S Kelly disse...

Mui querido amigo: o mais importante é v. estar são e salvo ! Também passei por uma terrível situação como esta ...... há muitos anos . Acho q "inaugurei" o azar de ser assaltada. Ocorreu no bairro de Boa Viagem ,na década de 70. Por "sorte", precisando de dinheiro para uma das viagens a serviço da SUDENE , havia sacado 1000 cruzeiros (nem sei mais quanto é isso hoje mas era um montão de grana ). Graças a Deus me livrei de morrer ou ficar ferida : os dois miseráveis pegaram o $, mais um Movado de ouro, e.... se mandaram . Q Deus nos proteja sempre ! Carinhoso abraço, K.

Susana González disse...

QUERIDO GIRLEY, QUE PENA LO QUE TE PASO, MI PAIS ESTA PEOR, POR REGIONES, DONDE YO VIVO ESTA MÁS TRANQUILO, PERO ACUERDATE QUE DESPUES DE LA TORMENTA VIENE LA CALMA, ADEMÁS DE TODAS TUS REFLEXIONES, CREO QUE HAY OTRAS COSAS, FIJATE QUE A UNA AMIGA DE MI HIJA LE MATARON EL ESPOSO EN INGLATERRA, PORQUE TENÍA EL VOLUMEN MUY ALTO DEL SU SONIDO DE MUSICA, LLEGO EL TIPO Y LE VACIO LA PISTOLA A ÉL Y A SU HERMANO. QUE TE PARECE.

POR OTRO LADO, PIENSA QUE A VECES TENEMOS QUE VIVIR COSAS QUE NOS HAGAN VALORAR LA VIDA, LOS SERES QUERIDOS Y EL AMOR ENTRE ELLOS, LO MATERIAL SE VA Y YA. CUIDENSE MUCHO.

Corumbá disse...

Girley:

Outro dia, diante do assalto da residência do dono da Nagen, um delegado disse que a culpa fora da segurança do condomínio que havia falhado.
Sobre noso impostos e a segurança da cidade, da qual ele é reponsável, não falou nada. Segurança é papel do Estado e nós estamos nos acostumando a nos fecharmos em paredes, cercas e alarmes e passamos a char normal sermos assaltados porque o vigilante da padaria falhou. Pena que seja assim.
Parabéns pela postagem!

Afonso Gutemberg disse...

Caro Companheiro Girley:

Perplexidade é o sentimento que me assola, ao mesmo tempo em que me sinto tranquilizado por você e o seu filho (por não se envolver diretamente) terem saídos ilesos deste acontecimento nefasto. Relaxe e prossiga sua vida valiosa para todos nós. UM abraço.

Rinalva Silveira disse...

Olá, Girley!
É lamentável termos que passar por coisas dessa natureza, sobretudo as pessoas de bem, que trabalham, honram seus compromissos... É triste, muito triste. Por outro lado, damos graças a Deus por você, seu filho e os demais participantes terem saido ilesos.
Minha solidariedade.
Um abraço,
Rinalva.

J. Marcelino disse...

Caro companheiro da SUDENE,

Sei muito bem o que vosmicê passou. É duro. Também passamos por isto com familiares mas, graças a Deus, sem maiores problemas, porém colocado dentro da mala do carro!E é exatamente por isso que deixei de ser a favor da pena de morte. Evoluí: AGORA SOU A FAVOR DA MORTE SEM PENA.

Grande abraço,

J. Marcelino

fernando da costa carvalho disse...

Estimado Girley.

Só hoje, e agora, adentrei ao seu Blog, como religiosamente faço.Tenho uma posição e convicção a respeito destes e outros fatos semelhantes de violencia.Tenho uma postura radical. A impunidade é a causa principal da poliferação desenfreada destas "ações", cada dia mais frequentes nas nossas principais Cidades e aréas Metropolitanas.Aliada a isto vem a passividade da Justiça,na concessão e permissão do abrandamento prisional.È aquilo que comumente ouvimos a Policia prende, mas a Justiça Solta?? Afora isto outos agravantes como a cumplicidade e até conivencia dos meios policiais. Casos de agentes com a dupla função de Bandidos e fingem ser policiais.Constatamos isto todos os diasdo quotidiano.Só entendo que violencia e marginalidade só se combate a altura e de forma dura e severa. Sem mêdos e receios NINGUÉM irá se policiar,e assim jamais temerá as consequencias dos seus atos.Intensificam criminalidade.Não considero nasbaboseiras ditas com frequencia. Ou agimos logo,refiro-me a população, ou nada mais será feito, não poderemos aquilitar o que será daqui para frente!!! Segurança. Saúde e Educaçaosão assuntos prioritarios e sérios demais para se confiar a Politicos.são iguais em toda parte. Prometem construir uma ponte até onde não existe Rio... Gostaria de conhecer um em que possamos acreditar,e mais ainda confiar. Realmente só um milagre Divino, ainda assim... Graças a DEUS que além susto e decepção de se sentir impotente você saiu incolume. Sugiro que através do seu BLOG muito lido e respeitado fique insistindo nesta tecla da Segurança, Saúde e Educação,cuja Constituição nos ampara e vamos cobrar destes Poderes carcomidos pela inércia, indiferença,e o pior a infiltração existente destas "forças" no ambito interno de cada um. A LEI PENAL extremamente obsoleta, retrogada e protecionista terá que SOFRE uma radical mudança para fazer frente a nossa atual realidade. Isto depende dos Legisladores. Com alegria,com um misto de revolta, lhe abraço afetuosamente.\\\\\\\\Cordialmente, Fernando da Costa Carvalho - em 01/08/10

Vera Lúcia disse...

Caro Girley,

Ficamos sempre chocados quando ouvimos falar que alguém foi assaltado, só que quando esse alguem é tão próximo nosso nos parece que tudo fica "diferente" ...quanto engano não? Assalto é assalto com qualquer pessoa. Graças ao nosso bom Deus, você está nos contando essa história, lamentável é verdade, mas poderia ter sido muito pior.
Deus estava do seu lado, isso sim foi o melhor de tudo.
Um grande abraço e fique com Deus.

Marcos Barreto Alves disse...

Prezado Girley,
Já passei por esta experiência, que não é nada agradável. Sei o que você passou.
Porém é como você escreveu no seu blog e aí tens toda razão estamos vivo e contando o fato. A vida continua e o que perdeu foram coisa materiais que com
certeza será logo reposto.
A sessação de impotência é muito grande e digo mais até hoje fico com receio quando uma moto para perto de meu carro, é horrível.
Mas a vida continua e espero que um dia esses nossos governantes venham a se preocupar com o social, educação, saúde e segurança. Outubro vem aí e está na
hora de fazermos uma modificação total não elegendo as velhas raposas e dando crédito a candidatos novos e com outros comprometimentos.
Porém pelo que tenho visto nos meios de comunicação no momento não vejo como proceder esta renovação, pois são sempre os mesmos, não é?
E aí a coisa fica mais difícil.
Forte abraço
Marcos Alves

Daniel Breda disse...

Meu caro Girley,

Notei o seu abatimento quando conversamos hoje e fica patente que a situação chocante por que passastes ainda deixa-lhe incômodo. Homem preocupado com o interesse público que és, seu primeiro comentário a respeito foi "até quando o Brasil conviverá com esta situação?".

Desnecessário repetir as sábias palavras de conforto aqui já postadas, mas quero deixar-lhe um aplauso por transformar mais uma incoveniente situação em um forum para que se pense na configuração social deste país.

Um forte abraço!

Luciana Brasileiro disse...

Tio querido,
fiquei triste com a sua mensagem. Espero que você esteja bem. Já passei por isso uma vez, em menores proporções, pois a "arma" era um caco de vidro, mas fiquei super nervosa e depois, revoltadíssima com a sensação de impotência e de insegurança que o Estado nos proporciona.
Como você bem escreveu, é importante que você está vivo e inteiro!
Fique com Deus!
Um beijo,
Lulu

joe disse...

Girley Caro Amigo
Graças a Deus você pode contar a sua trágica experiência. Perdas materias são superadas. A sensação de impotência e a revolta demoram mais. Passei por uma situação de ser assaltado com uma faca na barriga em Brasília e felizmente não fiz a besteira de tentar reagir. Não se abata e viva sua vida tão rica para a alegria de seus amigos.
Um grande abraço Joe

swlustosa disse...

Amigo Girley,

Sei o que você passou. Infelizmente também faço parte das estatísticas. A violência é tanta que padeço, até hoje, com suas consequências. Agradeço por você, assim como eu, ter mantido a calma. Ficamos vivos para compartilhar tristes relatos. Deus te abençoe. Abraços de todos daqui de casa.

Simone W. Lustosa (Archimedes e Dina)

Almir Reis disse...

Caro Girley:
Quando andava na jaqueira, que fica a menos de 1 km de nosso apartamento, fui assaltado duas vezes.
Sábado, dia 31/07, pelas 10:00 quando minha filha Mariana se dirigia para o centro da cidade, via avendia Norfte, no 1º sinal, após a descida do viaduto sobre à av. Agm. Magalhães, dois assaltantes em uma mota, trancaram o seu veículo e um deles, ainda conseguiu abir a porta do seu lado para ingressar no mesmo com um revólver em punho. Por milagre (proteção de Deus), o sinal abriu e ala arrastou o carro e o assaltante caiu sobre o assalto e ao levantar-se subiu na garupa da moto e seguiu perseguindo o seu veículo até a Delegacia que tem ao lado do cemitério Santo Amaro. Ali minha filha parou e se refez do susto, mais foi preciso a gente socorre-la, pois ficou sem as mínahs condições de dirigir naquele momento.
Ressalte-se que os assaltante não foram localizados, como sempre.
Um grande abraço - ALMIIR REIS