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domingo, 16 de fevereiro de 2025
Corrupção Endêmica
Noticia boa para se comentar é, definitivamente, coisa rara no Brasil. Aliás, e melhor pensando, no resto do mundo. Uma lástima. Ao nosso redor são as mancadas governamentais, assaltos, desastres, inflação e por ai vai. No resto do mundo são as disputas de espaços hegemônicos, guerras, desastres naturais, falhas humanas e tantas outros, muitas das quais surpreendentes. Quando chega o fim de semana e procuro assunto a destacar sempre me deparo e me estimulo com notícias negativas. Poucas, muito poucas são as que sobrepujem as decepcionantes. Esta semana, por exemplo, meu destaque vai para os dados publicados dos IPCs - Índice de Percepção da Corrupção, de 180 países, em 2024, publicados pela Transparência Internacional, uma organização anticorrupção no mundo, sem fins lucrativos, com sede em Berlim e com atuação internacional. Seus objetivos estão voltados ao rastrear e combater a corrupção e às atividades criminosas ligadas a atos de corrupção (Fonte: Wikipedia). O IPC é considerado como o principal indicador de corrupção do mundo. Vem sendo produzido desde 1995 e é respeitado internacionalmente. Avalia sempre 180 países, atribuindo notas de 0 a 100. Quanto maior a nota, maior é a percepção de integridade do país pesquisado. É ai onde o “bicho pega”. Nosso Brasil tirou nota 34. Na minha época de ginasial, eu levava uma nota vermelha no Boletim mensal. Dos 180 países pesquisados, o Brasil ficou no 107º. colocado junto com Malauí, Nepal, Níger, Tailândia e Turquia. A nota máxima foi da Dinamarca, com 90, seguida por Finlândia, Cingapura, Nova Zelândia, Luxemburgo, Noruega e Suiça, com notas de 88 a 81, respectivamente. Por curiosidade, vi que o Uruguai, nosso vizinho, tirou nota 76 e aparece em 13º. Lugar. Os Esatdos Unidos teve nota 65 e ocupa a 28ª. colocação.
Embora não seja surpreendente, para quem vive o dia-a-dia dessa situação, ficar na 107ª. colocação é indiscutivelmente calamitoso. Essa classificação joga luzes sobre uma Nação onde a honestidade e a dignidade são coisas abstratas na cabeça dos nossos governantes e de uma sociedade habituada a burlar e trapacear nos seus meios mais próximos. É o passar à frente numa fila de espera, o adulterar embalagens no supermercado, aplicar golpes por vias eletrônicas, subornar os fiscais do transito, abusar de menores e idosos, deteriorar o meio-ambiente, entre outras barbaridades. Somos um país de bárbaros. Das corrupções nas esferas governamentais nem é bom falar, haja vistas para os que governam o País, os estados e municípios. Acredito no levantamento da Transparência Internacional e lamento o quanto esse resultado venha prejudicar a Ordem e o Progresso do país. Ficar classificado entre países como Turquia, Tailândia e Nepal se constitui numa posição onde, o quanto se sabe, são países sem controles éticos, com regimes imperiais e onde as populações vive sem esperança democrática e sem futuro digno. Será este, também, nosso quadro político-social? A propósito da nossa deplorável posição entre 180 países pesquisados, o Diretor-Executivo da Transparencia Internacional no Brasil afirmou que “em 2024 o Brasil falhou, mais uma vez, em reverter a trajetória dos últimos anos de desmonte da luta contra a corrupção. Ao contrário, o que se viu foi o avanço do processo de captura do Estado pela corrupção”. Ainda acrescentou que o que se viu foi “a presença cada vez maior e explicita do crime organizado nas instituições estatais, que andam de mãos dadas com a corrupção”. Dói muito, enquanto cidadão honesto, pagador dos seus impostos e procurando respeitar o próximo de forma digna e correta, como me vejo. Curioso mesmo foi a reação do (des)Governo, via Corregedoria Geral da União (CGU) afirmando que “o uso desse IPC para embasar debates públicos pode levar a distorções, alimentando narrativas que minam as instituições democráticas”. Detalhe importante: o índice se baseia em pesquisas com grupos específicos, entre os quais empresários de diversos segmentos. Durma-se com um coisa dessa. É uma moléstia endêmica. NOTA: Foto ilustração obtida no Google Imagens.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Estão de Olho!
Se há uma coisa que
me incomoda, em viagem ao exterior, é ter que comentar ou explicar sobre a
corrupção endêmica que existe no Brasil. É lamentável, mas, este é um assunto recorrente
para quem observa nosso país a partir de uma ótica externa. Como não tenho saida , vou ao tema sem temor.
Dizem os estudiosos, entre os quais antropólogos e sociólogos, que o ser humana trás no DNA traços e genes da corrupção. Qualquer um está passível de se tornar um corruptor ou se deixar corromper. Cabe à organização social de cada comunidade estabelecer regras de convivência e ordens severas para o controle do progresso social, político e econômico.
Na maioria dos casos, o Brasil em particular, a ordem social tem se revelado impotente no controle da corrupção. O que se vê, com muito cinismo e certa apatia da sociedade, são casos seguidos de assaltos ao patrimônio público e desrespeito à sociedade.
É preciso muito exercício de ética e formação moral, na base educacional, para que se chegue próximo de um estado livre dos corruptos e honesto com sua sociedade. Além da formação básica do cidadão honesto é preciso que haja, entre outras regras: a) um sistema de transparência nas contas e nos investimentos governamentais; b) o fim da impunidade dos corruptos; c) a proteção para o cidadão que deseja denunciar corruptos e corruptores; d) financiamento público para as eleições, evitando a infiltração do crime organizado, a lavagem de dinheiro, além das disparidades de orçamentos de campanhas de candidato a candidato, levando a que bons valores sejam preteridos dando lugar a outros sem ética e sem vocação para a coisa pública, entre outras manobras espúrias.
Confesso que os resultados que conferi nessa pesquisa tomaram-me de surpresa. Sempre soube que há muita corrupção espalhada mundo afora, mas, imaginei que bem menos. Ainda bem que Estão de Olho!
NOTA: Mapa obtido da Transparency International
Na quarta-feira
passada amanheci o dia assistindo ao noticiário da TV e tomei conhecimento
sobre o ranking da corrupção no mundo, publicada pela Transparency International, que é uma entidade, com sede em Berlim
(Alemanha), formada por uma Coalizão Global de Entidades que lutam contra a
corrupção no mundo inteiro (Vide mais clicando em: http://www.transparency.org/) e,
desde 1995, levanta a percepção da corrupção em vários países. Para calcular a nota de
cada país, a ONG recorre a opiniões de entidades da sociedade civil, agências
de risco, empresários e investidores sobre a percepção a respeito da transparência
do poder público. Respostas processadas e consolidadas elabora-se uma tabela com
uma pontuação que vai de zero (mais corrupto) a 100 (menos corrupto). Fui
buscar dados oficiais nesse site e comento, a seguir, o que encontrei.
Neste ano de 2014
foram pesquisados 175 países reunindo opiniões de aproximadamente 150.000 entrevistas. O Brasil ocupa o 69º
posto, com a nota 43, na referida escala a de 0 a 100. Nenhum país alcançou a
media 100, isto é, sem qualquer indicio de corrupção. No topo da lista está a
Dinamarca com a média 92. É lá onde se registra a menor percepção de que seus
servidores públicos e políticos são corruptos. Depois vem, em segundo lugar, a
Nova Zelândia, seguida, pela ordem, por Finlândia, Suécia, Noruega, Suíça,
Cingapura, Holanda, Luxemburgo, e Canadá. Os Estados Unidos vem no 17º lugar
igual que Barbados, Hong Kong e Irlanda. Ah! Empatados com o Brasil estão:
Bulgária, Grécia, Itália, Romênia, Senegal e Suazilândia.
Brasil, com essa
nota 43, e o México com 35, são destaques no relatório. O Escândalo da
Petrobrás é tomado como o melhor exemplo da corrupção da nossa banda e entre os
mexicanos o que chamou atenção foi a matança de mais de 40 estudantes em
Iguala, pondo em evidencia a corrupção que permite a bandos de criminosos
dominar instituições públicas. Ali o narcotráfico impera e muitos são os políticos
reféns dos traficantes. Aprofundando minha pesquisa e para ter referenciais de
comparação, procurei informações sobre outros vizinhos latino-americanos. Chile
e Uruguai foram os melhores posicionados, empatados em 21º lugar, com nota 73. A
nossa hermana Argentina não vai muito
bem, porque alcançou o escore de 34 pontos e ocupa o 107º lugar. E, o que já
era de se esperar, o mais corrupto da America do Sul é a Venezuela, com índice
19. Dá uma tristeza... Pobre América Latina!
Segundo o estudo,
os países mais corruptos do mundo são Coréia do Norte e Somália, empatados com a nota
8. Quer saber do ranking por completo clique em: http://www.transparency.org/cpi2014/results . Para facilitar veja o mapa a seguir que dá uma boa ideia de como se distribui
a corrupção neste mundo de meu Deus. Quanto mais vermelho mais corrupto é o
país. Quanto mais próximo de amarelo menos corrupção.Dizem os estudiosos, entre os quais antropólogos e sociólogos, que o ser humana trás no DNA traços e genes da corrupção. Qualquer um está passível de se tornar um corruptor ou se deixar corromper. Cabe à organização social de cada comunidade estabelecer regras de convivência e ordens severas para o controle do progresso social, político e econômico.
Na maioria dos casos, o Brasil em particular, a ordem social tem se revelado impotente no controle da corrupção. O que se vê, com muito cinismo e certa apatia da sociedade, são casos seguidos de assaltos ao patrimônio público e desrespeito à sociedade.
É preciso muito exercício de ética e formação moral, na base educacional, para que se chegue próximo de um estado livre dos corruptos e honesto com sua sociedade. Além da formação básica do cidadão honesto é preciso que haja, entre outras regras: a) um sistema de transparência nas contas e nos investimentos governamentais; b) o fim da impunidade dos corruptos; c) a proteção para o cidadão que deseja denunciar corruptos e corruptores; d) financiamento público para as eleições, evitando a infiltração do crime organizado, a lavagem de dinheiro, além das disparidades de orçamentos de campanhas de candidato a candidato, levando a que bons valores sejam preteridos dando lugar a outros sem ética e sem vocação para a coisa pública, entre outras manobras espúrias.
Confesso que os resultados que conferi nessa pesquisa tomaram-me de surpresa. Sempre soube que há muita corrupção espalhada mundo afora, mas, imaginei que bem menos. Ainda bem que Estão de Olho!
NOTA: Mapa obtido da Transparency International
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