sábado, 10 de outubro de 2026

A História se Repete

Há histórias que atravessam os séculos sem perder a capacidade de nos fazer pensar. Ali Babá e os Quarenta Ladrões é uma delas. Lembro-me como se fosse hoje do preto Amaro contando-me com vivacidade essa historia antiga trazida das Arábias. Ele lia o folheto popular e tratava de dramatizar o que falava. Curioso como tive essa lembrança em meio às minhas reflexões sobre a atualidade que vivemos. Por trás da aventura, encontramos personagens movidos pela cobiça, homens que acumulam riquezas por meios ilícitos e acreditam que o segredo será suficiente para protegê-los. Na caverna, escondem seus tesouros e guardam a senha mágica: “Abre-te, Sésamo!” A fábula, entretanto, não se resume ao roubo. Fala também da ambição sem limites, da cumplicidade e da perigosa convicção de que a impunidade pode ser eterna. Os quarenta ladrões confiavam na força do grupo e no sigilo de suas operações. Julgavam-se protegidos. Não contavam, porém, com a inteligência e a coragem de quem seria capaz de descobrir seus planos e frustrar suas pretensões. É curioso como uma narrativa tão antiga continua oferecendo motivos para reflexão. Mudam os tempos, os cenários e os métodos, mas certas fraquezas humanas permanecem: a sede de poder, o desejo de enriquecimento fácil e a tentação de colocar os interesses particulares acima dos valores coletivos. Felizmente, a história também nos lembra de que a esperteza nem sempre vence a inteligência e que o segredo nem sempre resiste à verdade. Talvez seja essa a principal lição de Ali Babá: toda caverna pode ser aberta, toda senha pode ser descoberta e todo tesouro escondido pode acabar exposto. O problema é que, enquanto alguns procuram a verdade, outros ainda se ocupam em proteger os ladrões. E se a porta da caverna se abrisse hoje, encontraríamos apenas os quarenta ladrões — ou também aqueles que fingiram não ouvir a senha? NOTA: Charge Ilustrativa colhida no Google Imagens

5 comentários:

José Paulo Cavalcanti disse...

Mais um belo texto, mestre Girley. E muitos não vão gostar. Azar o deles.

Vera Lúcia Moura disse...

É ministério demais para o meu gosto.

Ana Miranda disse...

Kkkkk Muito inteligente o texto e eu gostei .

Geraldo Pessoa disse...

Ao contrário da cantiga da da perua . Continuas de melhor a melhor. Este ficou maravilhoso, clarividente!!!

Édson Junqueira disse...

Girley , muito oportuna sua matéria . Os mais criteriosos em anotar os resultados da divulgação . Nitarcqye falo da divulgação . O problema não está nas urnas , mas no trabalho da transferência de votos . Jesus amado será que ninguém vai perceber que nó primeiro e no segundo turno da eleição de 2022 houve paralização nos anúncios para presidente , e quando voltou mais de uma hora o resultado tinha mudado e depois da para foi + o,2 e Menos 0,2 . Alguém acorde por favor

A História se Repete

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