sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Vamos às Urnas
A ideia que passa pelas cabeças dos brasileiros conscientes é de que o conceito de democracia, nos Tribunais Superiores da Republica, difere muito do que a Historia consagrou. O episodio de ontem que resultou no cancelamento do tradicional debate, avidamente esperado, na Rede de TV Globo, reflete essa ideia. Uma decisão monocrática provocou esse desfecho preocupante. Não bastassem os recentes contratempos no STF, eis que o Superior Tribunal Eleitoral (STE) dá sua “contribuição” pouco republicana, às vésperas de uma eleição majoritária, repleta de embates, dúvidas e incertezas. São essas trapalhadas do Judiciário que resulta na revolta e na decisão de muitos não irem às urnas. Principalmente aqueles com mais de 70 anos ou mesmo outros muitos que aproveitam o domingo para curtir o sol do verão que já brilha antecipadamente nos céus do Brasil. Conheço vários que pensam num desses modos. Ou seja, a eleição tem sido banalizada por milhares dos nossos eleitores. Esquecem que, apesar de ser uma rotina, é um dos momentos mais importantes de uma democracia. Não lembram ou nunca pensaram que diante da urna, todos somos iguais. O voto de cada cidadão tem o mesmo valor, independentemente de sua condição econômica, profissão, posição social ou grau de instrução. Isso, por si só, deveria nos fazer refletir sobre a importância desse gesto. Votar não deveria ser apenas cumprir uma obrigação legal. Votar é exercer um direito e, sobretudo, participar da definição dos rumos do país. É verdade que nem sempre encontramos nas urnas aquilo que gostaríamos. Podemos ter dúvidas, decepções e até falta de entusiasmo diante das alternativas existentes. Contudo, isso faz parte da democracia. Por isso, considero preocupante quando ouço alguém dizer: “Meu voto não faz diferença” ou “não adianta votar”. A política continuará existindo, quer participemos dela ou não. Governos serão eleitos, parlamentares ocuparão seus cargos e decisões serão tomadas. A questão é saber se queremos participar dessas escolhas ou simplesmente deixar que outros decidam por nós. Por outro lado, é bom lembrar que a responsabilidade do cidadão não termina quando ele deixa a cabine de votação. O voto escolhe representantes. Mas, não lhes entrega um cheque em branco. Depois da eleição, cabe ao eleitor acompanhar, cobrar, fiscalizar e exigir que aqueles que receberam seu voto cumpram suas responsabilidades e entreguem suas promessas. Isto sim é Democracia. Ela não acontece somente no dia da eleição. Mas é na eleição que o cidadão exerce, de maneira direta, uma das suas principais formas de participação política. Pensando assim, acredito que valha a pena ter consciência do seu papel de cidadão com bastante atenção no próximo Domingo, 4 de Outubro. Antes de votar, conhecer os candidatos, suas propostas e suas trajetórias. Procurar informações confiáveis. Não se deixar levar apenas por slogans, redes sociais ou opiniões de terceiros. Precisamos transformar o voto em consciência. Votar é escolher. E escolher, numa democracia, é também assumir responsabilidade pelo futuro coletivo, sob pena de compor as fileiras no enxovalhamento do estado Democrático. Vamos às urnas conscientes e confiantes na escolha que se faça. O Brasil precisa dos seus votos. NOTA: A ilustração foi colhida no Google Imagens.
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