Eu sempre digo, com alguma convicção, que não tenho medo de avião. Aparentemente não tenho. Entro e desembarco, em qualquer um, com muita facilidade. Mas, na verdade verdadeira, sempre peço a Deus, com muita fé, por uma viagem tranqüila. E quando o avião toca em solo firme digo sempre: Deo gratias! (graças a Deus)
Estes dias estive pensando que, no passado recente, vem ocorrendo relativamente muitos acidentes aéreos. Nem falo de aviões de pequeno porte, inclusive helicópteros, que toda semana cai algum, Brasil afora, e passam despercebidos pelo grande publico. Falo, mesmo, é dos grandes desastres: Fokker 100, da TAM, em cima da cidade em São Paulo ao decolar em Congonhas, ainda na década de 90; o avião da Gol “atropelado” por um jatinho particular irresponsável; o espantoso acidente da TAM, também, que derrapou na pista de Congonhas (São Paulo), quatro anos atrás, explodindo nas instalações da própria companhia no outro lado da avenida subjacente à pista; o terrível acidente com o avião da Air France que mergulhou, aqui defronte, no Atlântico e, por fim, esta semana, o aviãozinho da NOAR que se estraçalhou e explodiu em plena cidade, num dos bairros mais populosos do Recife. Teve outro, que não faz muito tempo, também, de uma banda de música brega que desabou sobre o bairro do Engenho do Meio (Recife), espalhando pânico nos moradores.
Quantas vidas forma ceifadas em questão de minutos! Eu não saberia calcular o número de vitimas fatais dessas catástrofes. O que sentiram? Como encararam a morte inevitável? Será que sentiram a chegada da maldita? Isto ninguém sabe e nem pode avaliar. Por outro lado, impossível contar as vitimas que ficam chorando seus mortos! A meu ver, são as maiores e mais sofredoras.
Falha humana ou da maquina são as mais comuns das explicações. O abominável motivo da manutenção relaxada das aeronaves e a pressão das empresas para colocar no ar aviões sem condições técnicas, mesmo sob protestos do comandante escalado, a cata do vil metal é doloroso e frequente explicação. Tem coisa pior? Lembro que o avião da TAM que explodiu nas dependências da própria empresa voou sem condições mecânicas. Num país mais rigoroso uma empresa como essa teria sua licença cassada. Na China, por exemplo, foi assim. Depois de vários e terríveis acidentes, algumas empresas foram banidas dos céus e as que sobraram vivem debaixo de rigoroso sistema de fiscalização técnica. Na África, algumas companhias aéreas não têm permissão de voar para ou na Europa e Estados Unidos, por total falta de condições técnicas. São essas coisas que assustam pobres mortais, quem nem eu.
No Recife, depois do desastre desta semana um novo debate cresceu e nem tão cedo será esquecido: a localização do aeroporto dos Guararapes. Inaugurado pelo Governo JK (década de 50) e construído aproveitando a pista deixada pelos americanos, na época da 2ª. GG no subúrbio do Ibura, era uma localização privilegiada, em face da ausência de aglomerados urbanos ao seu redor. A cidade cresceu e hoje sufoca a pista e a estação de passageiros. (Vide Foto acima). Os aviões modernos, mais possantes e mais pesados descem no Recife quase tocando as casas e prédios da região. O aeroporto de São Paulo/Congonhas é outro absurdo. Nem é bom falar. Dá medo daqueles que a gente nordestina chama de medo medonho. Lisboa (Portugal) é outra cidade que tem aeroporto dentro da área urbana. Há outros que são no meio do mar como o Santos Dumont, no Rio, o Osaka- Japão (Vide foto a seguir) e Hong Kong – China. São aeroportos como esses que assustam uma cidade a toda hora. No caso de acidente, nos momentos de decolagem ou aterrissagem, não tem apelação. Mata quem é passageiro, mata quem está em terra e mata do coração quem assiste.
Está na hora de se pensar numa norma internacional que obrigue a localização de aeroportos bem distantes das zonas urbanas e que nada mais seja construido no seu entorno. No Recife e em São Paulo (Congonhas) medidas devem ser tomadas para afastar os riscos de tragédias maiores. O comandante do avião da NOAR, entre os mortos do acidente, foi um herói ao evitar a queda sobre uma casa ou se estraçalhar de encontro a um dos muitos edifícios da região que caiu. A coisa teria sido mais trágica. Diante disso, Deo gratias! NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens
final das contas é o melhor mercado dos produtos chineses. Os italianos estão dando banho de design nas terras de Mao. Para completar, todo dia estou sendo impelido, a bordo do meu sofá, pelo Faustão na TV, me aconselhando comprar um automóvel JAC, completo, sem essa de opcionais à parte e com inacreditáveis seis anos de garantia. Desse jeito, não tem quem segure. Fico olhando a revestrés ... e já me balancei pelo negócio. No futuro, quem sabe?

salários diferenciados, incluindo os privilegiados que vêm de fora trazidos a propósito ou atraídos pelo novo “eldorado”. Pense no efeito que exerce esse exercito de homens jovens, forasteiros, cheios de saúde, relativamente endinheirados e dispostos a se esbaldar nos bares, baladas e lupanares regionais. Pronto! É aí que se revela o que eu chamo de “lado perverso do progresso”.
pergunte o que era? Quem sou eu para ter uma resposta dessas? No meio de um empurra-empurra de uma multidão curiosa de testemunhar o momento histórico, terminei levando um tombo e rachando a cara. Fui direto para a emergência médica. Mas, isto foi apenas um detalhe pessoal. Nada grave. Apenas um susto. No mesmo dia, a noite, embarquei para a Europa.