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domingo, 14 de junho de 2026
Totens às suas Ordens
Há dez anos me surpreendi com a automação dos serviços aeroportuários em Sydney (Austrália) quando me preparando para embarcar num voo de volta ao Brasil. Tudo às ordens, sim senhor, mas através de totens inteligentes, espalhados pela estação de passageiros. Sabedor dessas modernidades mundo afora, ainda tive dúvidas diante da máquina e principalmente no tocante ao despacho da minha bagagem. Busquei um auxiliar da empresa aérea transportadora e foi o canto mais limpo. Necas de atendente. “Conversei” com calma com a máquina, fui em frente e entreguei a Deus. Tirei minha ficha de embarque e despachei minhas malas. Tudo correu bonitinho, mas, só descansei de verdade, quando vi minha bagagem aparecendo nas esteiras de Guarulhos. Hoje já vejo essas coisas por este meio mundo de cá com mais tranquilidade e hábito. Esta semana, contudo, recebi uma charge (vide foto ilustrativa, a seguir) que me chamou atenção para um fato real e preocupante. Milhões de casos que devem suceder no Brasil moderno.
Ocorre que, à medida que o tempo passa, a tecnologia avança e boa parte da população envelhece, instala-se um verdadeiro caos numa parcela, hoje representativa, dos brasileiros despreparados para viver as tais modernidades. Aeroportos, bancos, laboratórios médicos, clinicas, entidades governamentais, entre muitos outros, já se valem dessas máquinas inteligentes e que muitas vezes espantam o freguês. Por curiosidade fui conferir alguns números publicados pelo IBGE e tive a surpresa de conhecer números que muita gente desconhece, inclusive quem lida com politica social. Imagine que em 2025, o Brasil já contava com cerca de 35,2 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, um crescimento de quase 60% em relação a 2012, quando esse contingente era de 22,2 milhões. Noutro dado, que considero o mais impressionante, vi que o IBGE projeta que a população brasileira atingirá seu pico por volta de 2041 e depois começará a diminuir. Baseado nisto, pela primeira vez em sua história, o Brasil caminhará simultaneamente para o envelhecimento e para a redução do número de habitantes. Ai, meus amigos e amigas, a coisa se complica porque o desafio do Brasil na segunda metade do século XXI já não é administrar uma população básica e historicamente por jovens em rápido crescimento, mas preparar-se para uma sociedade mais madura, mais longeva e, futuramente, menos numerosa. Bom, pensando bem e como a fila anda, nessa época serão os atuais jovens que mandarão. E os longevos de hoje que se virem enquanto vida tiverem. NOTA: A ilustração foi obtida no Google Imagens.
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