Mostrando postagens com marcador Papa no Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Papa no Brasil. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de agosto de 2013

Salve Francisco

Falar de Francisco, o Papa, quando da sua ascensão em Roma se constituiu num exercício prazeroso. Este prazer se renovou, nesses últimos dias durante e depois da sua vinda ao Brasil, para acompanhar a Jornada Mundial da Juventude. Que sujeito extraordinário! Cativante em simpatia, humilde nos gestos e verdadeiro como ser humano, em tudo e por tudo.
Chegou de mansinho afirmando bater a nossa porta sem trazer ouro ou prata, mas trazendo uma mensagem de amor e fé. No final dos dias enxergamos que, na realidade, Francisco trouxe uma fantástica lufada de buenos aires de paz e esperança para uma juventude cheia de incertezas e uma Nação intranquila, carente de um líder que desempenhe um papel de pai da pátria. E o resultado foi visto nas ruas do Rio de Janeiro. Aqueles que, porventura, puderam se aproximar, tocar, abraçar, chorar no ombro e falar com o Santo Padre foram responsáveis pelo recado que a Nação quis dar aos nossos governantes e ao Mundo. E à Velha Igreja Católica, naturalmente.
Acostumados à imagens austeras e distantes de outros papas, o mundo inteiro e os brasileiros, particularmente, foram surpreendidos com um Francisco, igual a outros franciscos que esbarram conosco no meio da rua. Ele foi um dos que esbarrou, até mesmo num inesperado engarrafamento de transito, com muitos outros.  Abraçar a todos que alcançava, beijar a toda criança que lhe traziam, abrir a janela do popular carrinho (um Fiatizinho Idea) no qual circulava para sentir o calor e o cheiro do povo, tomar do mesmo chimarrão – como argentino, ele é chegado a um matecito – de um popular no meio de um desfile no Papamóvel,  rezar um Pai-Nosso de mãos dadas com dois pastores protestantes, na visita à favela, entre outros gestos tão populares quanto estes, transformaram Francisco num pop-star. Francamente, impossível não admirar esse Homem. A placa carregada por um jovem, na multidão de Copacabana, dizendo-se evangélico, mas encantado por este Papa foi outro momento fora do normal. Aliás, foi tudo fora do normal. Para melhor, graças a Deus e a Francisco. Salve Francisco, minha gente!
Pela TV acompanhei atentamente os passos desse Homem e encantei-me com cada detalhe. Achei insólito vê-lo subir as escadas de um avião, bem ligeirinho e carregando uma pasta pesada. Nunca antes na história do Vaticano! Papa tinha que ser quase parado. Lembro agora que Bento 16, por exemplo, descia as escadas em passos lentos e estudados, parecia uma múmia saída de um sarcófago do Museu do Louvre. Era aquela coisa distante, como quem descia do céu. Francisco não... impossível esquecer a resposta dele ao repórter que quis saber o que trazia naquela pasta. De certo modo, uma indiscrição. Mas, sendo Francisco, tudo cabe. Ou quase tudo... “O que há de anormal nisso?” respondeu Sua Santidade. E completou: “trago objetos pessoais, como um barbeador, uma agenda, meus discursos, um breviário e um livro que estou lendo, de Santa Terezinha, de quem sou devoto”. Vejam quanta simplicidade. Outra prova de que este Papa quer se mostrar como um homem comum, de carne, osso e todas as necessidades humanas. O mundo estava precisando ver uma coisa dessas. O fato de dar uma entrevista ao Jornalista Gerson Camarotti se constituiu num furo de reportagem, em nível mundial. O Vaticano sempre se opôs a esse tipo de expediente. Outra vez, era preciso que fosse Francisco, um Santo de carne e osso. Acho que qualquer dia ele vai sair por aí sem batina. Por que não? Não usa as joias de ouro, dispensou o sapato vermelho e também aquela pelerine vermelha cheia de arminho. Coisa muito antiga, usada pelos papas que se julgavam reis.

Detalhes à parte, temos que valorizar e ficarmos atentos para as intenções que Ele vem manifestando de corrigir defeitos cabeludos e, por isso, pontos de fragilidade que sabemos existem no seio da Igreja, entre os quais os casos de pedofilia, a corrupção envolvendo o Banco do Vaticano e a Cúria Romana, os tratamentos a serem dados aos homossexuais e as uniões homoafetivas, aborto e comunhão para os divorciados. Salve Francisco!

 Nota: Fotos obtidas no Google Imagens.

  

Salvemos a Imperatriz

Não é comum que eu escreva sobre questões tão específicas da vida urbana brasileira, embora seja bem interessante. Minha pauta, como sabem o...