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sexta-feira, 8 de setembro de 2023
É de fazer Chorar
Das duas, uma: acompanho - do meu ponto de observações - os capítulos e perrengues da vida politica brasileira, dando-me ao direito de cidadão de criticar e esbravejar ou, para minha tranquilidade, tornar-me num desses milhões de alienados eleitores que vagueiam Brasil afora. Confesso que não tem sido fácil. Enquanto opto pela permanência no ponto acima referido vou levando... O episodio que estourou nas manchetes deste 7 de setembro de 2023 foi demais para minha cabeça. Para desespero da Nação (ao menos a parcela que pensa) o ministro do STF, Dias Toffoli, numa decisão solitária, anulou nesta quarta-feira dia 06/9 as provas obtidas contra o Presidente Lula pelo acordo de leniência da Construtora Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato.
“São todas provas imprestáveis”, segundo o ministro. Ora, meu Deus! Quer dizer que tudo aquilo que assistimos e aplaudimos entre 2014 e 2020 foi uma bricaderinha de juízes desocupados e dispostos a contar para a Nação “uma conversa pra boi dormir?” Foram publicados informes e imagens de um verdadeiro pântano de ladroeira, pelotões de corruptos e corruptores apresentados ao mundo, com uma sociedade vibrando e aplaudindo a inédita operação, que gerou réus-confessos aos montes, prisões severas efetuadas, fortunas devolvidas aos cofres públicos e das grandes estatais num verdadeiro festival de saneamento politico do país e, de repente, tomar conhecimento de que era mentira! “Que foi tudo fruto de uma armação de um grupo de agentes públicos interessados em tomar o poder a qualquer modo!” Uma estorinha de Trancoso?! “Que foi um tremendo erro judiciário!” Francamente! É de tirar o sono de qualquer brasileiro de vergonha na cara. Simplesmente vergonhoso. Deduzo, agora, que o eminente Ministro quer nos fazer entender que não houve corrupção, não existem corruptos e menos ainda corruptores.
Como não tenho condições técnicas para analisar melhor esta absurda decisão fico por aqui tentando controlar minha revolta. Com a palavra os bons juristas. E quando falo bons juristas considero que existem muitos que são míopes ou são “ovelhas do presépio” petista. O Toffoli, aliás, foi advogado do PT!
Mas, uma coisa curiosa não posso deixar de registar: e aquela dinheirama que foi devolvida aos cofres públicos, fruto das confissões dos corruptos ladrões saiu de onde? Estive pesquisando e descobri que, fruto da conta da corrupção, estima-se haver sido devolvido aos cofres públicos um expressivo montante, algo em torno, de R$ 25,0 Bilhões (Veja de 22/04/22). A Petrobrás foi a mais beneficiada com os resgates tendo recebido quase R$ 6,50 Bilhões (04/0422). Ora, se as provas são imprestáveis e a coisa foi um tremendo engano do judiciário brasileiro, a Odebrecht pode muito bem pedir o dinheiro de volta. E desse modo, abrir precedente para as congêneres construtoras que também foram “prejudicadas” com esses “infames” erros judiciais. Cá pra nós, nunca vi antes a corrupção ser tão enaltecida. É de fazer chorar. Compensa ou não compensa ser corrupto, no Brasil?
NOTA: Foto ilustração obtida no Google Imagens.
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
Assim falou Janot
Não demorou muito e, logo na segunda feira desta semana que finda, recebi
uma versão virtual do livro de Rodrigo Janot, segundo a Editora, vazada pelo
Whatsapp. Prova, mais uma vez, de que não escapa nada das chamadas Redes
Sociais. Fiquei surpreso, naturalmente, mas, meti as caras e devorei a lavra do
ex-Procurador Geral da Republica em duas investidas. O livro é instigante para
quem, como este Blogueiro, vive antenado na “chafurdação” política deste nosso
país. Não se trata de nenhuma obra especial de literatura. É praticamente um
relatório de trabalho na gestão da PGR, durante dois períodos, entremeado
levemente de passagens da vida pessoal, algumas interessantes como os dotes
culinários e que exerceram momentos hilários na vida profissional do
Procurador mineiro. Coisa típica de mineiro bom de manejar panelas e temperos.
A primeira coisa que percebi, no decorrer da leitura, foi entender melhor até onde vai o poder de um Procurador Geral da Republica. Tanto para fazer o certo ou o errado. Nos países de língua espanhola o cargo tem uma denominação mais enfática: Fiscal Geral da Republica. Pense nisto!
Lendo os relatos de Janot me pareceu haver sido ele um fiel cumpridor do papel que lhe foi confiado. Claro que não sou ingênuo e me precavi na leitura, tendo sempre em mente que se tratava de um relato longo e conduzido sempre na primeira pessoa, com forte dose de vaidade pelos próprios feitos. Não vejo nisto, aliás, um pecado capital. Quem escreveu como ele, pode se garantir. Mas, fui cuidadoso ao interpretar cada posicionamento. Dessa maneira vi que se trata de um patriota que se revelou firme nos propósitos que são atribuídos a um procurador comum e muito mais a um Procurador Geral. Confesso que senti um rasgo de esperança no futuro deste país pensando na possibilidade de termos pessoas sérias e dignas ao papel.
Por feliz coincidência Janot foi protagonista nos andamentos iniciais de processos e investigações da Operação Lava Jato e autor de requerimentos de prisão a muitos corruptos tidos como luminares da Republica. A ele pode se dever muito pelo sucesso da Operação. Na época foi impressionante a parceria com Teóri Zavascki, relator da operação no STF. Pensando bem, aquela morte de Zavascki num acidente aéreo... Sei não... Foi uma lástima. Parecia que tudo iria d´água abaixo. Mas, a Nação saiu vitoriosa.
Foram muitas passagens sórdidas e repugnantes relatadas ao longo de cada capitulo do livro/relatório. Vai causar muitos estragos, ainda.
Ah! É preciso ler este livro para entender melhor a rede de corrupção internacional que foi tecida por tantos corruptos e por empresas - como a Construtora Odebrecht - centrada no Brasil.
Concordei de cara com Janot quando, no livro, classificou a situação política brasileira como sendo "um teatro de horrores onde se encena a luta pelo poder". Coisa esta que lhe dava calafrios a todo instante à frente da PGR. De fato, acredito que o sujeito que entra numa missão dessas paga caro e fica marcado para o resto da vida. Num país como o nosso ser o “fiscal geral da Republica” é preciso ter sangue de barata e vez por outra provar de um bom tranqüilizante. Segundo ele, manteve sempre no anexo do Gabinete da PGR um frigobar com toda sorte de “tranqüilizantes”, entre os quais: vinho, cerveja, whisky, cachaça e similares. Quando o clima pressionava na Equipe, nas altas horas da noite, ele fazia um pitstop nos trabalhos e convocava para uma distensão. Não foi à toa que denominou a tal geladeirinha de farmacinha. Gostei. Taí, um cara bem humorado nas horas de aperto.
Como qualquer outra pessoa, esperei ansioso encontrar o registro da bombástica confissão da semana passada no livro. Em nenhuma página ele mencionou haver ido armado ao plenário do
Supremo para matar o Ministro Gilmar Mendes e se suicidar em seguida. Depois de
tantas fantásticas histórias vividas seria, até mesmo, ato de covardia. Isto,
aliás, me pareceu haver sido uma propaganda enganosa para detonar a venda do
livro. Porém, disse, sim, que foi armado e que uma força divina o segurou
na hora que teve ganas de acionar o gatilho. Tampouco falou a quem
poderia direcionar o projétil. A revista Veja da semana deu uma senhora
alavancada na divulgação da obra. Mas, infelizmente (ou felizmente) a edição vazou, pelas torneiras das
redes sociais. Quem terá sido o autor do vazamento? Eis um novo
desafio para o ex-fiscal-mor da República!
No final das contas, em meio a descrições sórdidas de investigações, entrevistas, audiências, prisões e procedimentos correlatos, Janot deixa claro que todos os políticos graduados da Nação, incluindo presidentes da Republica, comungam de um único desejo: acabar com a Lava Jato! É uma vergonha.
O livro é encerrado com uma predição de que, daqui pra frente, nada será como antes. Nada menos que tudo! Interpretemos como possível.
NOTA: Chafurdação significa chiqueiro, em
português claro.
A primeira coisa que percebi, no decorrer da leitura, foi entender melhor até onde vai o poder de um Procurador Geral da Republica. Tanto para fazer o certo ou o errado. Nos países de língua espanhola o cargo tem uma denominação mais enfática: Fiscal Geral da Republica. Pense nisto!
Lendo os relatos de Janot me pareceu haver sido ele um fiel cumpridor do papel que lhe foi confiado. Claro que não sou ingênuo e me precavi na leitura, tendo sempre em mente que se tratava de um relato longo e conduzido sempre na primeira pessoa, com forte dose de vaidade pelos próprios feitos. Não vejo nisto, aliás, um pecado capital. Quem escreveu como ele, pode se garantir. Mas, fui cuidadoso ao interpretar cada posicionamento. Dessa maneira vi que se trata de um patriota que se revelou firme nos propósitos que são atribuídos a um procurador comum e muito mais a um Procurador Geral. Confesso que senti um rasgo de esperança no futuro deste país pensando na possibilidade de termos pessoas sérias e dignas ao papel.
Por feliz coincidência Janot foi protagonista nos andamentos iniciais de processos e investigações da Operação Lava Jato e autor de requerimentos de prisão a muitos corruptos tidos como luminares da Republica. A ele pode se dever muito pelo sucesso da Operação. Na época foi impressionante a parceria com Teóri Zavascki, relator da operação no STF. Pensando bem, aquela morte de Zavascki num acidente aéreo... Sei não... Foi uma lástima. Parecia que tudo iria d´água abaixo. Mas, a Nação saiu vitoriosa.
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| Zavascki, morte em acidente aéreo duvidoso. |
Ah! É preciso ler este livro para entender melhor a rede de corrupção internacional que foi tecida por tantos corruptos e por empresas - como a Construtora Odebrecht - centrada no Brasil.
Concordei de cara com Janot quando, no livro, classificou a situação política brasileira como sendo "um teatro de horrores onde se encena a luta pelo poder". Coisa esta que lhe dava calafrios a todo instante à frente da PGR. De fato, acredito que o sujeito que entra numa missão dessas paga caro e fica marcado para o resto da vida. Num país como o nosso ser o “fiscal geral da Republica” é preciso ter sangue de barata e vez por outra provar de um bom tranqüilizante. Segundo ele, manteve sempre no anexo do Gabinete da PGR um frigobar com toda sorte de “tranqüilizantes”, entre os quais: vinho, cerveja, whisky, cachaça e similares. Quando o clima pressionava na Equipe, nas altas horas da noite, ele fazia um pitstop nos trabalhos e convocava para uma distensão. Não foi à toa que denominou a tal geladeirinha de farmacinha. Gostei. Taí, um cara bem humorado nas horas de aperto.
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| Janot com ideias pouco dignas para um Procurador Geral. Matava e me suicidava em seguida. |
No final das contas, em meio a descrições sórdidas de investigações, entrevistas, audiências, prisões e procedimentos correlatos, Janot deixa claro que todos os políticos graduados da Nação, incluindo presidentes da Republica, comungam de um único desejo: acabar com a Lava Jato! É uma vergonha.
O livro é encerrado com uma predição de que, daqui pra frente, nada será como antes. Nada menos que tudo! Interpretemos como possível.
NOTA: Fotos colhidas no Google Imagens
sábado, 6 de maio de 2017
É de fazer chorar
Conforme falei no post da semana passada, que
já não se sabe mais o que pode acontecer, nesse domínio político brasileiro, sinto-me
coberto de razão. Quem pode discordar? Só uma mente insana!
A semana que
termina foi simplesmente desalentadora para o brasileiro de vergonha. Libertar
José Dirceu, um chefão da gang lulista,
contumaz ladrão da Nação – embolsou propina até na prisão – foi,
indiscutivelmente um afronte à sociedade brasileira. O trio de juízes Gilmar
Mendes, Dias Tofolli e Ricardo Lewandowski, da Segunda Turma do STF, perderam
a noção de respeito a um povo sofrido e, até então, crente de que existe uma
Corte Suprema capaz de salvar a Pátria dessas “aves de rapina” que sobrevoam nossas
cabeças. Imaginem o que vem por aí.
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| O Trio de Togados acertando os ponteiros (Credito: STF) |
Sinceramente,
é de fazer chorar. O povo brasileiro, ao meu ver, está órfão de uma instância segura,
acima de qualquer suspeita e capaz de julgar de modo imparcial os indecentes e
reais culpados pelo atual flagelo nacional. Aí então, cabe procurar saber, a quem
recorrer? A que Corte recorrer?
Acredito que
políticos e empresários ladrões, amplamente fichados, condenados e
trancafiados, devem ter chegado a este fim de semana (6 e 7 de maio de 2017) com
grande tranqüilidade, visto que podem confiar naqueles que – a qualquer momento
ou, ainda que de última hora – vão
livrá-los do xilindró.
É, minha
gente, dá para perceber que, ninguém mais pode garantir que possamos viver num
Brasil de vergonha, honesto e democrático. Aliás, observemos mais devagar que, estamos
vivendo numa autentica ditadura judicial. Nunca antes na história deste país
(ops!) tivemos membros do STF tão populares. Seja pelas suas posições probas ou
pelos deslizes indignos resultando em efeitos negativos bem maiores do que um
simples mortal brasileiro venha imaginar. Com tantos desencontros e
parcialidade dos nossos juízes supremos, nenhum empreendedor brasileiro ou
estrangeiro se encoraja investir no país. A insegurança jurídica aniquila a nossa
economia já tão fragilizada.
É doloroso
perceber facilmente que nossos magistrados se digladiam publicamente, sem o mínimo
respeito ao povo, para o qual estão, lá em cima, para servi-lo e supostamente
garantir a ordem e a justiça conforme os ditames legais vigentes.
Como falei
na semana passada, fica claro e mesmo evidente que temos em marcha um monstruoso
desmonte da Operação Lava Jato. O juiz Sérgio Moro deve estar atento e prevendo
o que alguns dos togados estão tramando. Vão trabalhar incessantemente por dar
um xeque-mate nos “meninos” de Curitiba. Aí, sim, teremos um verdadeiro golpe.
Pobre Brasil
que começa a perder a esperança da lufada de ares saneadores e capazes de construir
uma Nação verdadeira e Pátria Amada idolatrada, Salve, salve! Acordemos! Vamos
às ruas denunciar essas tramoias. Sim, é de fazer chorar.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Nem todo mal traz um bem
Tenho ouvido
com frequência que a Operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014, foi inspirada na famosa Operação Mãos Limpas
(Mani Pulite) da Itália, nos idos dos anos ’90 e destinada a apurar um grande
esquema de corrupção – semelhante ao constatado no Brasil de hoje – na
sequencia de outros escândalos envolvendo o Banco Ambrosiano, este misturado
com a Mafia, o Banco do Vaticano e a uma Loja Maçônica, conhecida por P2.
Aquilo lá foi um rolo compressor que terminou esmagando a chamada Primeira
República Italiana.
Para que se
faça ideia melhor, foram 2.993 mandados de prisão, 6.059 pessoas investigadas,
inclusive 872 empresários, 1.978 administradores de governos locais e 438 parlamentares,
entre os quais quatro ex-primeiros-ministros. Como aqui, a Itália estava metida
num propinoduto sem limites, envolvendo
negociações de todo e qualquer tipo de contratos do Governo. Detalhe: o início
da coisa foi dado a partir de denúncias de um dissidente do Partido Comunista
Italiano – PCI que abriu do verbo e revelou que a KGB havia financiado o tal
PCI, com pelo menos US$ 4,0 milhões, para sustentá-lo no poder. O Partido Comunista
italiano era respeitadíssimo no mundo comunista da época pela sua atuação e
liderança. Também pudera, com um caixa altíssimo sustentado por Moscou. Essa
denúncia foi inicialmente deixada de lado, para tranquilidade da maioria dos
políticos e empresários que se locupletavam do espúrio sistema. Mas foi o
próprio Partido Comunista que resolveu reagir, inclusive com respaldo da
opinião pública revoltada, passando a cascavilhar
o que havia sido empurrado à penumbra.
Faltaram
celas nas cadeias italianas para industriais, políticos, advogados e
magistrados. Uma dúzia deles cometeu o suicídio. O suicídio mais ruidoso foi o
de certo multimilionário, Raul Gardini, (foto a seguir com manchete de jornal da época) empresário “bem sucedido” e muito
admirado pelos italianos. Fugas cinematográficas foram registradas. Os
empresários pagavam propinas polpudas aos políticos para vencer licitações de
construções de ferrovias, autoestradas, edifícios públicos, estádios e na
construção civil. Qualquer semelhança (com o Brasil) é pura realidade.
Institutos de pesquisas italianos garantem que o valor médio das obras públicas
caiu de modo expressivo, o que seria indício da queda no superfaturamento que
se praticava, antes.
Como se pode
constatar, o modelo de governar italiano serviu de exemplo para a turma de
ladrões brasileiros. Esse juiz Sérgio Moro deve ser um profundo conhecedor do
caso italiano e por isso o refere com alguma frequência em seus escritos e
declarações. Veja foto a seguir, capa de trabalho publicado em 2004.
Foi Ludwig
Von Beethoven que disse uma vez: “tenho paciência e penso: todo mal traz
consigo um bem”. Tomo emprestadas as palavras do virtuoso acreditando que o
Brasil pode estar sendo passado a limpo com essa devassa que se faz no mundo
político-empresarial do país. Estamos atolados numa crise sem precedentes.
Porém, alimentemos a esperança de que dias melhores virão, embora nem tudo esteja
garantido.
Segundo um
amigo italiano, a Mãos Limpas fez um tremendo esforço de limpeza moral na
Itália sem, contudo, resolver o problema pela base. O vírus continua bem vivo.
A corrupção ainda rola solta na Republica Itálica. Nem a onda severa do Euro deu
jeito. O caso mais gritante, no passado recente, tem como personagem central o
ex-Primeiro Ministro Silvio Berlusconi, implicado na Operação e que astutamente
se conservou, por longos anos, no Poder. “Pintou e bordou” nos vários poderes
do país, sempre em beneficio próprio e engordando sua conta bancária. Um cínico.
O italiano,
de modo geral, conclui hoje que a justiça do país não funciona e que a
corrupção é um dos principais obstáculos para o desenvolvimento sonhado pelos
italianos.
No final da
Operação Mãos Limpas, os tradicionais partidos políticos sumiram, a classe
empresarial sucumbiu, o setor público segue desacreditado e nunca mais o país
gozou do prestigio de dantes. Prestigio calcado num lamaçal de fazer vergonha à
sua História esplendorosa.
Fico então,
com este exemplo, preocupado com o que virá pela frente aqui em Pindorama. Os
políticos e seus partidos estão desmoralizados e as megaempresas envolvidas
estão com seus lideres na cadeia. Muitas em franco declínio. Alguns em
recuperação judicial. Pelo caminhar do Processo as grandes empreiteiras não
terão – pelo menos por longo período – oportunidades de participar de
concorrências públicas que é, digamos, o filé dos seus negócios. Temo que novos aventureiros, inclusive
estrangeiros, tomem conta da fatia. O Governo tem incontáveis projetos e obras
paralisadas. Já se fala em chineses sobrevoando
o Brasil à cata de obras. Que perigo...
A maioria
dos partidos políticos, principalmente o PT, o PMDB e o PSDB estão numa
berlinda sem fim. E neste caso temo, também, que nos apareça um “Berlusconi” caboclo
qualquer. O Brasil merece coisa melhor. Aí, minha gente, sou forçado a considerar que
nem todo mal traz um bem. Vamos torcer pelo melhor.
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens.
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