Mostrando postagens com marcador Copa do Mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa do Mundo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Falta Entusiasmo

Alguém já observou como está fraco o entusiasmo dos brasileiros para a próxima Copa do Mundo, na Rússia? Faltando menos de um mês para inicio da competição e não se vê o movimento que lembre outrora. Mesmo considerando o fato de que o último certame ocorreu aqui no Brasil e, quem sabe, estejamos comparando, continuo achado tudo muito morno. Não fosse a crônica esportiva mencionando a proximidade do evento, pouco se fala e pouco se opina. Os costumeiros palpites e as discussões acirradas sobre a equipe selecionada nem de longe se comparam com o que víamos no passado. Nas reuniões sociais que tenho participado e nas dinâmicas redes sociais o assunto passa quase despercebido. Está tudo muito distante. Tanto quanto a própria sede dos jogos.
Onde tremulam as bandeirinhas verde/amarelas? Cadê as ruas enfeitadas e pintadas com motivos alusivos? Bom, talvez ainda seja cedo, mas, a verdade é que não se vê muito entusiasmo da nossa torcida.
Tenho pra mim que dois motivos concretos estão gerando esse baixo entusiasmo. O primeiro é ainda o trauma gerado pelo acachapante  Mineiraço de 7 x 1 que tomamos da seleção alemã, dentro de casa, em 2014, justo quando os brasileiros queriam espantar o fantasma do Maracanazo de 1950. Apanhar dos uruguaios de 1 x 0 foi fichinha. Mas, aquele episódio da última Copa dificilmente será esquecido. A decepção ainda dói na alma esportiva do Brasil. A nova geração que engrossava a torcida brazuca da última Copa – meninada de 10 a 14 anos – anda com “um pé atrás” e sem firmeza para torcer desbragadamente. Para quem já foi campeão ou derrotado noutras oportunidades, mesmo não perdoando o Mineiraço, leva na esportiva. Vamos ver o que vem por aí. Levantar a Copa em Moscou pode ser revigorante.
A derrota de 1950 ainda é lembrada. Aquele Maracanazo doeu demais.

E o recente Mineiraço é ferida aberta.
Ah! O outro motivo é essa crise político-econômica que abate o país. Torcer com alma e vibração custa algum esforço e pode ser caro. Com 13 milhões de desempregados registrados, fora os que procuram emprego pela primeira vez e os nem-nem (nem estuda e nem trabalha) vai ser difícil se entusiasmar. Fora isto, é de se considerar que poucos, muito poucos, se aventurem ir às praças e locais onde telões exibirão as partidas do campeonato, em vista da insegurança reinante, sobremodo nas grandes cidades.
Mas, tem uma coisa a registrar: certamente que o Governo já faz figa e torce fortemente pelo sucesso da Canarinha, para embalar a alma do eleitorado. Num ano de eleições! Já pensou? Afinal, historicamente,  nada como um Carnaval e uma Copa do Mundo para "anestesiar" o brasileiro bom de bola e com samba no pé, no meio de uma crise política. Aliás, sendo ao contrário não seria Brasil.     
Vê se você, caro leitor ou cara leitora, se anima! Compre sua bandeirinha. Coloque uma camiseta verde e amarela e arranque da garganta o “é Hexacampeão!”.  Afinal de contas, isto também é cultura. Não é mesmo?

NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens 

domingo, 17 de dezembro de 2017

Olhando pelo retrovisor e buscando o porvir.

O ano está terminando e já vai tarde. Foi difícil pra caramba. Muita gente se perdeu no meio do caminho, inclusive aqueles que se julgavam imunes à crise e, até agora, buscam a saída. Ricos e poderosos foram parar no xilindró. Pobres, coitados, estão mais pobres por conta do abandono do Estado e muitos por conta do desemprego. O país entrou em seguidas convulsões. Pelo meu retrovisor ainda enxergo muito sujeito metido a dono do mundo sendo atropelado pela Lavajato e caindo nas garras da Policia Federal. E a Nação está mergulhada até o pescoço no mar da decepção e do descrédito.
Numa época em que olhamos pelo retrovisor e, ao mesmo tempo, buscamos caminhos para ingressar num novo ano com mais vigor e esperanças é impossível não se apartar dessas maluqueiras que assistimos e que não param de surpreender. Ainda existe muita coisa sem reposta plausível.
A esta altura de Dezembro, quando os sinos do Natal sugerem um tempo de paz e os augúrios para um Novo Ano são indispensáveis, fico matutando e imaginando a respeito deste 2018 que se aproxima. Como será que vamos transpô-lo? Não quero ser pessimista. Longe de mim. Mas, também, está fora do meu jeito de ser ficar dando uma de alienado.
Sendo assim, ando preocupado com o desenrolar de alguns eventos anunciados, como Copa do Mundo e Eleições gerais. Pense que caldo essas duas coisas vão produzir no novo ano. Haja emoções.
Na Copa, segundo dizem, os Cartolas da famigerada FIFA já se comprometeram de fazer o Brasil Campeão. Ou seja, corrupção explicita. Esses caras são descarados. Que graça vai haver numa coisa dessas? Mas, o brasileiro que está habituado à corrupções continuas vai achar normal e legal. Os políticos vão deitar e deslizar nessa maionese. E o pior, mesmo sabendo dessa tramóia, vou torcer pelos canalhinhos (o corretor de texto está insistindo que eu corrija e escreva canarinhos!) dando uma de tô-nem-aí. Afinal, pelo que dizem, foi sempre assim... Vendemos a Copa de 14 para os alemães e compramos a da Rússia por antecipação. Será que vai ser assim mesmo? Vamos esperar para conferir. 
Quanto às eleições gerais são outros quinhentos. Essa panela, que é de alta pressão, pode até explodir. Estou preocupado. Olhando, outra vez, pelo retrovisor me admiram essas pesquisas que vêm sendo divulgadas nas redes sociais dando vitória liquida e certa para o “Sapo (corruuuuuupto) barbudo” – que Deus nos livre – ou para o Boçalnaro – que Ele nos livre, também – são diagnósticos que arrepiam qualquer sujeito de são juízo. Onde vamos parar? Que dilema se essas duas figuras forem ao segundo turno! Prefiro não acordar desse pesadelo.

Pobre Brasil, triste Nação. Desconjuro, como diziam vovó! Aí, minha gente, na altura dos meus avançados tempos, só vislumbro duas alternativas: chorar ou rir. Chorar por não haver assistido – até agora – a consolidação do meu Brasil com Ordem e Progresso e rir por haver escapado das atrocidades que esses políticos indecentes me submeteram. Tem horas, que prefiro quebrar o retrovisor. Por exemplo, quando lembro do presidente Collorido, caçador de marajás, que com a viúva de Chico Anísio surrupiaram minha poupança (naquela ocasião eu havia aplicado o apurado na venda de um valioso imóvel!) deixando-me com uma mixaria na conta. Nem sei como não enfartei naquela hora.
Apesar disso tudo estamos firmes e fortes. O Brasil é muito maior do que esses salafrários e parece que Deus é mesmo brasileiro. Simbora prá frente! Que venham 2018!     

NOTA: Foto obtida no Google Imagens 

         

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Cartolas Desbaratados

Como se não bastasse a gigantesca onda de corrupção que atinge o Brasil dos dias de hoje, as manchetes da semana que termina deram espaços, finalmente, para noticiar o escândalo do rombo praticado pelos cartolas da Federação Internacional do Futebol Amador – FIFA.
Todo mundo desconfiava de conchavos e roubalheira que eram cometidos na entidade máxima do futebol mundial e, aqui no Brasil – a pátria de chuteiras – esta coisa ficou bem mais clara nas décadas recentes e, sobretudo, por ocasião da realização da Copa do Mundo do ano passado.
Esta semana a polícia suíça baixou num hotel de luxo em Zurique e, com um mandado judicial internacional, levou a cambada pra trás das grades, graças a uma ação competente da justiça norte-americana. Desbarataram, assim, os folgados cartolas do futebol mundial, incluindo um brasileiro.
Conversando, ano passado, com um amigo suíço, ouvi dele severas críticas ao tal Senhor Joseph Blatter e à Federação Mundial por ele dirigida, cuja sede é lá na Suíça. Ele, meu amigo, estava impressionado com as exigências e manobras impostas ao Governo brasileiro para a realização da Copa de 2014. Um absurdo para um país incapaz de suprir seus cidadãos dos mais primários serviços de Saúde, Educação e Segurança. Por tudo quanto escutei e constatei no Brasil da Copa e da PTrália, aquilo lá estava mais para covil de ladrões do que organizadores de um certame mundial de futebol. Os acordos espúrios que foram negociados, o enriquecimento ilícito dos cartolas com dinheiro sujo que corre por debaixo do tapetão, manobras com governos igualmente corruptos, decisões de resultados de jogos antes do apito inicial no centro de gramados, as altas cobranças de direitos para transmissões via TV e rádio, as comissões inimagináveis arrancadas dos patrocinadores de transmissões e um mundo de outras manobras com efeitos financeiros ilimitados caracterizam o interessante dia-a-dia da FIFA. Agora, o resultado está aí. O mundo começa saber, quem comanda a entidade e como são manipuladas as emoções do futebol mundial. Pobre de nós fãs desta modalidade de esporte. Pobres de nós brasileiros tão míopes para essa realidade espúria.
Numa hora dessas, lembro de episódios mal explicados como aquele da derrota do Brasil na final da Copa da França. Recordo que nossa seleção tinha tudo para levantar o título ali disputado. A festa estava preparada. Mas, de repente, na hora H da final, nosso astro Ronaldo Fenômeno sofre uma estranha convulsão, bota pra vomitar e espumar pelo canto da boca e entra quase carregado em campo. O resultado final todos lembram. Eu quase morro de tristeza. Joguei fora as empadas, esqueci-me do chopp e prometi que nunca mais iria me deixar envolver de corpo e alma por esses campeonatos. O Brasil sai de Paris com o “rabo entre as pernas” e a nação de chuteiras chora a derrota. No dia seguinte, tímidos comentários, de analistas mais independentes, davam conta de que tudo havia sido combinado: o Brasil perdia ali, mas a FIFA garantia o título na Copa do Japão/Coréia do Sul. Não deu outra! Levantamos o caneco em Tóquio. E nós, os bestas, comemoramos orgulhosamente. Esqueci-me, até, da promessa de antes e comemorei adoidado. Já Ronaldo Fenômeno, segundo afirmam, nunca mais teve outro episódio de convulsão como naquela tarde em Paris. Parece piada de mal gosto.
Em 2014, depois do 7 x 1 que amargamos frente aos germânicos, pensei outra vez na promessa... Achei-me um idiota. Agora já se fala que é do Brasil o campeonato que acontecerá em 2018, em Moscou. Promessa da FIFA! É uma graça...  Bando de canalhas!
Ora, minha gente, estamos diante de uma triste história, afinal o futebol é a mais popular das modalidades esportivas do mundo. Um campeonato mundial tem o poder de “parar” a Terra. Milhões e milhões de espectadores se postam diante da TV, sem se importar com a hora, para acompanhar o desenrolar do certame. Inocentes e sem ter ideia do que rola por trás daquele circo. Sem saber que tudo aquilo vem sendo “arrumado” por verdadeiros ladrões de gravata, que defendem interesses bilionários próprios, desprovidos de espírito esportivo e sem o fairplay exigido, nessas ocasiões, pelas sociedades honestas. São cartolas sem escrúpulos e cínicos, cujo referencial único é o conjunto de cifrões que dão suporte à grande jogada que arquitetam para encher os próprios bolsos e iludir as massas de aficionados espalhados pelo planeta.
Revolta-me constatar que essa quadrilha de larápios vem, há muito tempo, denegrindo a verdadeira beleza do futebol e atropelando o que de mais salutar poderia existir num mundo já tão sofrido por guerras, conflitos entre irmãos e disputas inúteis, além da pobreza extrema e da fome que assola muitas zonas deprimidas dos cinco continentes.
Folgo em saber que essa engrenagem espúria está sendo desmontada e que os tais cartolas estão sendo jogados atrás das grades para responder pelas suas ladroagens e falta de respeito  para com o sentimento dos amantes desse esporte tão admirado nos quatros pontos cardeais.
Naturalmente que estou na expectativa de ver os desdobramentos desse caso no ambiente doméstico do Brasil. Afinal, esse tal de José Maria Marin, membro da corja, já foi capturado e outros poderão aparecer com culpa, igualmente, no cartório norte-americano. Sei lá, o que tem por trás disso na nação da corrupção endêmica. Vamos ficar de olhe gente!
 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Bola Rolando

A Copa do Mundo começou. Mesmo contrariando alguns a bola rola nos estádios brasileiros,  desde a última quinta feira (12.06.14) dando inicio ao maior evento esportivo do planeta. Segundo a FIFA (Federação Internacional de Futebol Amador) 3 Bilhões e 400 milhões de pessoas espalhadas, mundo afora, assistiram pela TV a partida inaugural entre Brasil e Croácia. É um numero respeitável. E principalmente uma megaexposição do Brasil na mídia internacional.
Tirando a fraquíssima performance da cerimônia de abertura e o desrespeito coletivo à Presidente da Republica, tudo mais foi na medida do desejado. O jogo nem tanto, mas faz parte...  E o Brasil saiu com três pontinhos.
Acho que se houvessem confiado a algum especialista brasileiro, na coreografia e nas alegorias da abertura, o sucesso teria sido mais provável. Mas, não. Entregaram a uma profissional belga, dizem que de renome, que certamente desconhece nossas competências cenográficas e coreográficas, nem nunca esteve, por exemplo, na “Escola da Sapucaí”. Foi pobre, sem empolgação e até mesmo, por vezes, infiel aos nossos traços culturais. Melhor teria sido jogar naquele estádio uma bateria de Escola de Samba carioca, com sambistas exuberantes, uma orquestra de frevo e passistas pernambucanos e o Olodum baiano. Francamente. O gramado? Ora, ora, não acredito que faltasse solução para preservá-lo. Sem mais comentários.
O outro lance negativo, ao qual me referi, foi os apupos dirigidos à Presidente da Republica. Eu posso discordar, como discordo, do básico de D. Dilma, pois acho que ela tem sido infeliz na condução político-econômica do país, mas - oposições à parte - ela é a Chefe do Estado Brasileiro, eleita democraticamente e pelo voto popular, sendo por isso digna de todo respeito. Sobretudo num evento daquela magnitude, transmitido para o mundo inteiro. Pensando bem, esta foi uma manifestação mais violenta do que as que ocorrem nas ruas. Embora constrangida, acredito eu, ela pode “tirar de letra”, avaliando que aquele público não é seu eleitorado. Quem paga a fortuna que vem sendo cobrada por um ingresso padrão FIFA não foi aquele que recebe o Bolsa Família. Tenho dito.
Mas, episódios negativos à parte, o que vem movimentando mesmo, o Brasil desses dias, são os turistas/torcedores, fora das arenas, que baixaram no país da Copa. Nunca se viu tantos visitantes estrangeiros de uma só vez nas terras de Pindorama. Eles estão por todo lado. Mesmo nas cidades que não sediam jogos eles chegam e dão o ar da competição. No Recife, por exemplo, a experiência tem sido exuberante. Dá gosto de ver o movimento. Na arena dos jogos ou nas ruas e estabelecimentos comerciais eles estão sempre circulando. Respeitam a cultura local, ao mesmo tempo em que manifestam, quando podem, as deles. O jogo entre Japão e Costa do Marfim foi um verdadeiro show, na Arena Pernambuco. Quem esteve por lá testemunhou um espetáculo colorido e culturalmente exemplar. Aquela música e a coreografia da torcida africana (fotos a seguir), a torcida do elefante, ficarão gravadas nas mentes dos pernambucanos presentes ao estádio e, claro, brasileiros que acompanharam a partida pela TV. Já os japoneses, além do colorido e estilo próprios, deram uma belíssima lição de educação ao coletarem, no final do jogo, todo o lixo que produziram durante o tempo que estiveram no estádio (foto abaixo). Reproduziram o que fazem no Japão e terminaram marcando o maior "gol", comemorado no mundo inteiro. Fez-me lembrar de um jogo que assisti no Estádio de Yoyogi, Tóquio (1984), quando presenciei, surpreso, uma cena idêntica. Fora esses dois grupos, achei incrível a festa dos holandeses na partida contra a Espanha. Uma festa de arromba! Os espanhóis se prepararam também, mas, o desenrolar da partida, com uma derrota acachapante para a Holanda, desmontou o entusiasmo dos descendentes  de Cervantes.

Os mexicanos, que formam um dos maiores contingentes de torcedores, com aproximadamente 40 mil, boa parte centrada no Recife, estão fazendo a maior festa no eixo Recife-Natal-Fortaleza, nesta primeira fase da Copa. No Ceará vão enfrentar o Brasil, (17.06) num jogo que certamente ficará na história das duas seleções.
E os movimentos dos contrários à Copa? Estão ocorrendo, claro! Não deixariam de ocorrer. Faz parte do jogo democrático fora dos estádios e da disposição política dos insatisfeitos. Todavia, além de já não terem a mesma força do que ocorreu no ano passado, durante a Copa das Confederações, a mídia, pelo que vejo, não tem sido conivente com os manifestantes, o que amortece bastante as iniciativas deste ano.
O fato é que o brasileiro, vestindo verde-amarelo, está nas ruas torcendo e interagindo com os estrangeiros de forma pacifica e amistosa. Já vi muitos deles elogiando a hospitalidade brasileira e, claro, a alegria e os hábitos culturais do nosso povo. A ficha demorou a cair, mas caiu!
Esta Copa, na verdade e embora que no começo, vem trazendo uma série de boas lições tiradas de cada momento e cada movimento. Pela ótica dos movimentos grevistas e contrários enxergamos o que de errado está havendo no país. É, sem dúvidas, um bom exercício. E dos eventos inerentes ao ritual da Competição, a constatação de que ainda somos um povo alegre, vibrante e capaz de inserir, no atual ambiente conturbado da vida nacional, uma pausa pacifica e exuberante, própria do país do futebol. Acredito que a realização da Copa do Mundo proporciona que cheguemos a essas constatações. Sem ela, provavelmente estaríamos apáticos e alienados. Tipo "tônemaí".
Deixem a bola rolar! Idem para os protestos. O Senhor Tempo, com tempo, vai mostrar o certo e o errado com mais clareza.
NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens

sábado, 29 de março de 2014

Tá Chegando a Hora

A Copa do Mundo está chegando. Faltam poucos dias, menos de 90, para inicio do certame. Com a proximidade cresce também o estresse de quem esteja diretamente envolvido com a organização e execução do Campeonato. As atenções do mundo do futebol e os que por este se interessam estão voltadas para o Brasil. O país está diante de uma prova de fogo, para a qual, acredito pessoalmente, não estava preparado o suficiente para levar a cabo e a contento.
Nesses últimos dias tenho acompanhado as notícias que são amplamente divulgadas dentro do Brasil e no exterior. Há duas semanas, um jornal francês fez duras criticas à organização, às obras de engenharia e infraestrutura, às dificuldades e trapalhadas do Governo Brasileiro, à mobilidade das grandes cidades brasileiras, especialmente as que sediarão jogos, à falta de segurança, aos aeroportos, aos preços aviltados de hotéis e restaurantes  e, de modo expressivo, chamou a atenção para as manifestações contrárias que poderão ocorrer, a exemplo das que aconteceram por ocasião da Copa das Confederações, no ano passado. Entre as noticias, no ambiente doméstico, destaco duas apenas para melhor ilustrar a situação: a primeira dando contas do atraso das obras da Arena Itaquerão, em São Paulo, para qual está programado o jogo de abertura da Competição.  A segunda veio de Porto Alegre, onde o estádio local não foi concluído por motivos burocráticos banais, com o Prefeito da capital gaúcha ameaçando tirar a cidade da programação. Ora, se o estádio do primeiro jogo não for entregue a tempo e a sede de Porto Alegre for retirada, um tremendo problema será criado para a FIFA e o Governo Brasileiro. Aposto que vão terminar a “toque de caixa” e... E!...
Nesse ambiente de incertezas, e como um amplo pano de fundo, crescem a cada dia as denúncias de superfaturamento das obras das arenas da Copa, nos vários pontos do país, o que vem servindo de aditivo oposicionista para engrossar o caldo da efervescente campanha política para as eleições presidencial e de governadores estaduais, em outubro vindouro. Que coincidência inoportuna, meu Deus. Resultado: ninguém faz mais nada em Pindorama, este ano. A Presidente da Republica já decretou que não vai fazer discurso na abertura da Copa. Não quer correr o risco de levar uma tremenda vaia. Que com certeza levaria. E, agora, que a popularidade dela está em queda.
As cidades em que estádios foram remodelados, ou substituídos (Salvador, Brasília, Rio e Fortaleza, por exemplo) a questão de acesso não causa muito problema. Nas cidades cujas arenas são novas a situação se complica. A do Recife é uma delas. Chegar até lá é coisa complicada. Fui ao primeiro jogo da Copa das Confederações, ano passado, e até hoje me arrependo. Usei o modal do Metro, pensando que a estação mais próxima fosse próxima mesmo. Puro engano. Tive que aturar um transfer de ônibus superlotado, desconfortável e, por cima disso, caminhar por pelo menos meio quilômetro. Faz favor. Quero ver estrangeiro tolerar uma dessas.
Só sei é que todas as cidades sedes dos jogos passam por dificuldades de mobilidade e isso vai  impor aos torcedores visitantes situações não programadas.
É lamentável que o Brasil perca essa chance de ouro para mostrar, de forma competente, sua capacidade de movimentar o setor turismo. Onde ocorre uma competição dessas, geralmente, os bons resultados vêm pouco tempo depois. O torcedor que veio durante o Mundial e saiu satisfeito, retorna e trás outros. Na África do Sul, por exemplo, escutei depoimentos assim.  Vamos ver o que ocorrerá no Brasil.
Agora, tem algumas coisas que não podem passar despercebidas pelos brasileiros: as iniciativas privadas, pouco visíveis, que estão sendo tocadas de norte a sul. São, digamos, “providências imbatíveis!”. Não pela qualidade, o que seria desejado, mas, sobretudo, pelas características de cada uma delas. Exemplos concretos: a turma do tráfico de drogas está se mobilizando para não faltar nenhum produto na praça. No Rio de Janeiro esperam faturar em dobro ou mais do que isso. As casas noturnas do Rio e São Paulo – e certamente noutras praças – estão maquilando suas instalações e colocando as “meninas” para estudar inglês intensivo, arrumar o material e entrar em prontidão. Imagino a ouriçassão. Nesses locais, segundo dizem, já prepararam tabelas em Dólar e Euro e, pasmem, mandaram trazer garotas com “mestrado” no atendimento a cavalheiros, em praças da Europa para dar dicas infalíveis.
É ou não é competência? Afinal, para esses empresários, está na hora de mostrar o produto brasileiro mais vendido no exterior: mulher. (Vide acima propaganda de Fortaleza, na Europa). E misturado ao ambiente do futebol é como o diabo gosta. Aí, sim, a fama do país do futebol, carnaval e sexo fácil vai cristalizar no mercado mundial. E, se o Brasil ganhar, saia de baixo. Aconselho ri, para não chorar.
Só espero ver no que vai restar dessa zoadeira. E, tá chegando a hora.

NOTA: Foto obtida no Google Imagens.

Salvemos a Imperatriz

Não é comum que eu escreva sobre questões tão específicas da vida urbana brasileira, embora seja bem interessante. Minha pauta, como sabem o...