Em 04 de julho de 2017, publiquei um post
intitulado de Confissão de Tristeza,
no qual declarei meu desanimo de escrever algo sobre o panorama nacional
naquela ocasião. Esta semana a coisa se repete. Amigo leitor frequente deste
Blog, Claudio Targino (Fortaleza-CE.), lembrou-me no WhatsApp daquela postagem e acrescentou, surpreso, que só faltou
incluir a crise sanitária que estamos amargando, com a Covid-19, e essa insuportável
quarentena. No resto, lamentavelmente, tudo continua como antes. E já faz algum
tempo.
Tomado por esse dilema, desviei do tema politico na semana passada quando tratei de homenagear o mecenas Ricardo Brennand, falecido no fim de semana, anterior. Fui saudado por leitores pela decisão de cometer tal desvio. Na verdade, senti um grande alivio, sobretudo diante do fuxico que havia ocorrido, naqueles dias, devido à desastrada renúncia de Sergio Moro, antes meu ídolo, do Ministério da Justiça. Confesso que minha intenção tem sido sempre “escrever algo de útil para quem por tal se interessa”, recordando Maquiavel, em O Príncipe. Ao perceber que uma pauta é levada a temas recorrentes e batidos, nem me atrevo. Naquele 04/07/17 escrevi: “Tratar desses perrengues políticos, que me vêm ocorrendo, já está cansando. Chega, mesmo, a provocar desânimo. Não que faltem outras pautas adjacentes, mas, cadê o estimulo para abordar certos aspectos dessa parafernália nacional? Além do que, encher a paciência dos leitores frequentes não é do meu interesse. Para eles, já basta a dose cavalar da mídia aberta. Não tem quem suporte mais. Essa arenga entre os três poderes já passa dos limites toleráveis.”
Nada tão válido e tão atual, como me alertou Targino. E, adicionando a inesperada crise do Covid-19 a coisa tomou um rumo desalentador. Eu diria que inquietante. O que será dessa Nação tão saturada pelo desconcerto politica entre os poderes?
É desesperador, nos dias de hoje, perceber que nossos governantes, desde o Presidente da Republica, passando pelos representantes no Parlamento e os metidos a semideuses do Supremo Tribunal Federal, privilegiam as escaramuças politicas ao invés de tratar dos efeitos da Pandemia que vem devastando o povo.
Esse último episódio envolvendo o Ministro Alexandre Moraes, com tom ditatorial, expedindo
uma liminar contra uma nomeação feita pelo Presidente Bolsonaro foi um retrato
vivo do desconcerto e desrespeito à independência dos Poderes instituídos. Vá lá que essa nomeação de titular para a
Polícia Federal suscitasse manobra duvidosa e eivada de interesses escusos.
Mas, até onde um titular do Supremo Federal pode, de modo independente do Colegiado, interferir diretamente nas
escolhas da administração do Executivo? Suponho que existem meios
institucionais para investigar casos como esses e de modo adequado. Não sou especialista
no assunto. Minha praia é outra. Mas, neste país, a gente se enfronha em muitas
coisas. Às vezes sem perceber. Tenho acompanhado os debates sobre a situação e
tenho essa opinião esboçada. E, a quem recorrer numa hora dessas e num
desconcerto desses? Não é à toa que Rui Barbosa vem sendo lembrado com sua
célebre frase: “A pior ditadura é do Poder Judiciário. Contra ela, não há a
quem recorrer”. Grande Rui. Parece que estava adivinhando que teríamos de
passar por essa dita!
Desculpem caros leitores e leitoras, recordei o passado e não tive saída para outro tema.
E o Coronavírus? Bom, este está mandando à vontade na terra Brasilis.
Nota: Foto obtida no Google Imagens
Tomado por esse dilema, desviei do tema politico na semana passada quando tratei de homenagear o mecenas Ricardo Brennand, falecido no fim de semana, anterior. Fui saudado por leitores pela decisão de cometer tal desvio. Na verdade, senti um grande alivio, sobretudo diante do fuxico que havia ocorrido, naqueles dias, devido à desastrada renúncia de Sergio Moro, antes meu ídolo, do Ministério da Justiça. Confesso que minha intenção tem sido sempre “escrever algo de útil para quem por tal se interessa”, recordando Maquiavel, em O Príncipe. Ao perceber que uma pauta é levada a temas recorrentes e batidos, nem me atrevo. Naquele 04/07/17 escrevi: “Tratar desses perrengues políticos, que me vêm ocorrendo, já está cansando. Chega, mesmo, a provocar desânimo. Não que faltem outras pautas adjacentes, mas, cadê o estimulo para abordar certos aspectos dessa parafernália nacional? Além do que, encher a paciência dos leitores frequentes não é do meu interesse. Para eles, já basta a dose cavalar da mídia aberta. Não tem quem suporte mais. Essa arenga entre os três poderes já passa dos limites toleráveis.”
Nada tão válido e tão atual, como me alertou Targino. E, adicionando a inesperada crise do Covid-19 a coisa tomou um rumo desalentador. Eu diria que inquietante. O que será dessa Nação tão saturada pelo desconcerto politica entre os poderes?
É desesperador, nos dias de hoje, perceber que nossos governantes, desde o Presidente da Republica, passando pelos representantes no Parlamento e os metidos a semideuses do Supremo Tribunal Federal, privilegiam as escaramuças politicas ao invés de tratar dos efeitos da Pandemia que vem devastando o povo.
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| Sede do Supremo Tribunal Federal, Brasilia. |
Desculpem caros leitores e leitoras, recordei o passado e não tive saída para outro tema.
E o Coronavírus? Bom, este está mandando à vontade na terra Brasilis.
