Desapontado com a repetida frustração por conta de vulcões, não tive dúvidas em concluir que eles estão me perseguindo. Já pensou? Estou convencido de que venho sofrendo uma perseguição vulcânica... só pode, gente!
Só que, dessa vez, tive um pouco mais de percalços porque ainda cheguei a deixar o Recife, pronto para uma conexão imediata em São Paulo, o que não aconteceu. Ao invés de tangos e malbecs fiquei, na companhia da minha esposa e meu filho, vagando na apática cidade de Guarulhos, por dois dias. A expectativa foi grande nessas 48 horas. Ficamos de olho na meteorologia que sempre apontava para o pior.
E olha: assim como nós, havia um monte de gente na mesma situação. Eram brasileiros, argentinos, uruguaios, chilenos, europeus, entre outros, numa verdadeira babel. Aeroporto de Cumbica “botando pelo ladrão”. Cervejarias e lanchonetes precisando reabastecer os estoques a cada duas horas. Gente espalhada pelas poucas cadeiras e chãos disponíveis. (Veja as fotos que fiz, a seguir). Os banheiros, meu Deus, eram verdadeiros pântanos. Crianças e velhos em estado de desvalidos. Teve nego que varou a noite, pelos cantos. Pense no caos daquilo lá, no sábado
No meio disso tudo, como bons brasileiros e cheios de alto astral, não perdemos tempo e logo nos enturmamos a outros “perseguidos” pelo vulcão, formando uma patota bem humorada e curtidores da vida. Uma espécie de MSV – Movimento dos Sem Vôos. Na primeira noite, 5ª. Feira, no refugio de um hotel de Guarulhos, longe dos Jardins e de um salão tipo Parigi ou Gero, mandamos ver bons vinhos italianos, para regar e tolerar um cardápio de baixíssimo padrão e, por supuesto, molhar as palavras das nossas conversas, com animado grupo (médicos paulistas), até o cair da madrugada. Vulcão, viagens, enfermidades, filhos, romances, empregadas domésticas espirituosas ou ignorantes, vida, entre outros assuntos surgiram seguidamente, forjando, aos poucos, uma “amizade de infância”, neutralizando a frustração de não viajar. Nossa farrinha foi a melhor maneira para recuperar o bom humor, perdido nas salas do Aeroporto de Cumbica.
Como no ano passado, na Europa, o atual caos aéreo latino-americano, faz a festa dos que operam no setor dos serviços das cidades afetadas. Em São Paulo, por exemplo, os hotéis, restaurantes, lanchonetes, comércio, taxistas, locadoras de veículos, boates, casas de massagem, serviços de acompanhantes para executivos, bordéis, botecos e, enfim, tudos que ajudam a matar o tempo, estão rindo à toa. A Terra treme, vomita fogo e baforadas de fumaça e a “macacada” se vira como pode. Não sobrou uma cama de hotel ou motel da cidade. Alegria geral! Menos, naturalmente, nos balcões das companhias aéreas, onde os atendentes sofriam com as exigencias dos “perseguidos” mal-humorados.
Para terminar meu papo semanal, lembro que das crises surge o progresso tecnológico. Por isso, estou seguro de que, muito em breve, aparecerão aeronaves resistentes às prejudiciais cinzas vulcânicas. Quem viver, verá.
Nota: As fotos são da autoria do Blogueiro
pergunte o que era? Quem sou eu para ter uma resposta dessas? No meio de um empurra-empurra de uma multidão curiosa de testemunhar o momento histórico, terminei levando um tombo e rachando a cara. Fui direto para a emergência médica. Mas, isto foi apenas um detalhe pessoal. Nada grave. Apenas um susto. No mesmo dia, a noite, embarquei para a Europa.


inacreditável? Meu filho, voltando de viagem, alta noite da última sexta-feira (29.04.2011), não pode vir para casa por falta de táxis e, diante da cidade afogada, ficou retido no aeroporto. Sem outra alternativa, terminou indo dormir num hotel, em Boa Viagem. Até por segurança, é claro. Aqui prá nós, é de lascar!
faturar na venda de presentes do dia das mães. Quem vai pagar o “pato”? O contribuinte! É claro! Aquele mesmo que paga IPTU caro e ISS inaceitável, que abarrotam os cofres da Prefeitura. Esses são os idiotas que, numa crise de amnésia e no entusiasmo da festa eleitoral a cada quatro anos, votam nos irresponsáveis, responsáveis pela situação calamitosa que vivem hoje. O ideal seria que as eleições ocorressem na época do inverno rigoroso. Eu queria ver irresponsável ganhar eleição. No minimo trocariam de irresponsável... ai, doeu...