sábado, 4 de março de 2017

Boato: Prejuízo Social

O brasileiro é chegado a um boato. E, os pernambucanos são mestres nesse “oficio”. Acredito que existem pessoas que vivem bolando noticias falsas para se divertir com as reações da sociedade. Quem não se lembra do terrível boato do estouro da barragem de Tapacurá, no Grande Recife, após uma enchente devastadora na cidade, em 1975? Quem tem hoje mais ou pouco menos de 50 anos, sabe do que estou falando.  Aquilo foi um verdadeiro crime. Já foi tema de livro e de monografias nas universidades locais.
Boato de Tapacurá: População abandonando a cidade buscando se salvar em 21.07.1975
O ser humano é muito inventivo. Tanto para o bem, quanto para o mal. Os da turma do mal são muitos, geralmente são pessoas infelizes, mal resolvidos na vida e aproveitadores das oportunidades de suas espúrias imaginações. É gente que vibra ao saber que pessoas sofrem, adoecem e até morrem mercê das suas maledicências. São psicopatas que torcem sempre pelo “quanto pior, melhor”. Ou então, numa última instância, são gaiatos que brincam irresponsavelmente com o emocional coletivo.
Em tempos de internet, redes sociais e do útil e popular Whatsapp, essa coisa de boatar (inventei um verbo)  se tornou mais corriqueiro ainda. Os boateiros não estão apenas de plantão, mas, sobretudo, em permanente atividade.  Com muita freqüência espalham a morte de alguém famoso e principalmente artistas populares e famosos. Dias recentes, tenho recebido, repetidas vezes, uma mensagem anunciando uma entrevista do Juiz Sérgio Moro ao  repórter e analista político Gerson Camarotti, às 23:00h, na Globo. Tudo boato! Fui pego por essa “perua”.  Pensando bem, depois da minha ingenuidade, conclui que Moro não passaria por essa coisa. A situação é de tal modo que algumas mortes de verdade são sempre recebidas com dúvidas nos Zaps e exigem confirmações de fontes seguras. Recentemente, a morte de um famoso ator global e em pleno sucesso, por afogamento no rio São Francisco, levou algum tempo para ser considerada real. Até mesmo pela semelhança do que ocorreu no folhetim global.  
Esses dias, que antecederam ao Carnaval 2017, do Recife, não faltou quem espalhasse pelas redes sociais boatos alarmantes sobre a insegurança que reinaria, no Recife e em Olinda. O quadro anunciado era de verdadeiro terror. Ora, meu Deus, conforme as recentes ocorrências no Recife e Região Metropolitana, a coisa podia ser real. Na prática, foi uma dolorosa e prejudicial maldade. Mas, que mereceu cuidados especiais do Governo estadual. Neste caso, porém, é de se destacar que por trás dessa boataria presume-se que havia, também, uma ação política perversa a cargo de opositores, desejosos de ver “o circo pegar fogo” e buscar faturar eleitores para a próxima eleição. Não! Não estou, necessariamente, defendendo o Governo atual, mas sim, a tranqüilidade de um povo manso e amante da folia tranquila, colorida e animada. No final das contas estou pregando a paz que deve ser referencia maior de quem defende ou pretende defender a sociedade ao comandar um executivo.
O resultado dessa “guerrinha de nervos” nascida de boatos alarmantes foi que muita gente deixou de lado o carnaval e se refugiou em casa ou noutros sítios tidos como mais seguros. As estatísticas publicadas dão conta de menos gente nas ruas do Recife e de Olinda. O bom, contudo, foi constatar de que com menos gente a alegria foi mais cômoda, os foliões circularam com segurança e a policia – sem fazer greve como alardeado – deu conta do serviço. Segundo relatos, até o famoso Galo da Madrugado, no sábado do Zé Pereira, que sempre arrasta milhões de pessoas foi em menor contingente e com a mesma alegria de sempre. Muito bem, porque ganhou a cultura local e os boateiros “rasgaram as bocas” como se diz popularmente.
Conselho, para finalizar: nunca vá acreditar em qualquer loucura que se registre nas redes sociais. Espere confirmações por meios confiáveis.


NOTA: Fotos obtidas no Google Imagens.

3 comentários:

Susana Gonzalez disse...

Generalmente los rumores tienen un fin y casi siempre es politico
Susana Gonzalez

Silvio Leimig disse...

Muito bom. Fico danado quando alguém repassa uma postagem dizendo: "Não sei se é verdade, mas estou repassando." É importante que as pessoas saibam das suas responsabilidades e consequências criminais quando postam notícias. Talvez você possa inserir este comentário quando fizer outra postagem sobre este assunto. Abraço forte
Silvio Leimig

Anysio Coelho disse...

Amigo Girley Parabéns pela matéria, muito oportuna e verdadeira .
Anysio Coelho